publicado originalmente no ESTADÃO em 3 de Fevereiro de 2003 Com a palavra, Carlos Fuentes: "Ele é um dos autores de língua espanhola mais puros, inteligentes, transparentes e sorridentes." Agora quem fala é Gabriel García Márquez: "Ele foi um grande homem e um grande escritor." Italo Calvino também o admirava, já que até à Europa, e além dela, a peculiar prosa de Augusto Monterroso estendeu seu condão. Entre nós, como amiúde acontece com escritores latino-americanos, o guatemalteco Monterroso não emplacou. Nem depois que a Record traduziu as fábulas de A Ovelha Negra e os espanhóis lhe conferiram, em 2000, o prestigioso prêmio literário Príncipe de Astúrias, pela "extraordinária riqueza ética e estética" de sua obra. Sua morte, em 2003, na cidade do México, não mereceu de nossas gazetas a deferência a que grandes homens e grandes, puros e inteligentes escritores fazem jus. Talvez porque Miguel Angel Asturias continue sendo o único autor gua...
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