Chove de fato a cântaros na minha hortinha, e é por conta disso que eu, a princípio, julgava mais um presente/armadilha de Eros o fato de moça tão bela tomar assento ao meu lado naquele avião voltando de Salvador. Feitas as concessões de estilo, um sorriso acolhedor e meio tímido, pra que ela não visse ali um velho tarado, também retribuiu o sorriso e fechou-se em copas, de modo não visse eu ali uma oferecida. Protocolo feito, calados ouvimos a preleção da aeromoça, que nos convidava a eventualmente operar a porta de emergência. Foi quando a baianidade falou, um riso gostoso em minha direção, a mão no meu braço, Tamo lascado, espero que a gente não tenha que operar isso, Será doce morrer do teu lado. Fechou a cara de novo, pedi desculpas, Brincadeirinha, recolhemos. Veio lanchinho da Azul, comi as balinha de goma tudo, ela sacou um livro. Bisbilhotei de rabo d'olho, livro de poesia, um poeta da moda que vai até na Fátima Bernardes. Sem sarcasmos, que seriam fatais ali, ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO