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CAFÉ E BOM DIA #45 ESPECIAL DE REVEILLON (por Carlos Eduardo Brizolinha)

L’AFFAIRE SARDINHA O bispo ensinou ao bugre Que pão não é pão, mas Deus Presente em eucaristia E como um dia faltasse Pão ao bugre, ele comeu O bispo, eucaristicamente Paródia e intertextualidade de José Paulo Paes. Se pudesse querer ser alguém não seria John Malkovich e sim José Paulo Paes. O Avesso e Direito é um livro pequeno, tem só 109 páginas, contando com 20 páginas só de prefácio. Mas é lindo, incrível ver como o Camus pode ter escrito esse livro com só 22 anos. Na verdade, particularmente, acho que os jovens tem muito a dizer, só não são escutados. Esse livro contém 5 peças que para ele são 'ensaios literários', ele fala sobre a solidão, sobre a ausência de Deus, sobre o amor, sobre a morte, sobre o absurdo da condição humana, tudo de uma maneira poética, que quem já leu Camus, sabe como é. É lindo, e no mais, não custa nada, são poucas páginas. Vai aí um dos trechos que eu mais gostei: "Isso tudo não se concilia? Bela verdade. ...

CAFÉ E BOM DIA #12 (por Carlos Eduardo "Brizolinha" Motta)

No meu tempo de trabalhos manuais na escola o que mais gostava era colar folhas com goma arábica. Anos atrás, poucos anos atrás para ser mais preciso, um amigo com quem culturalmente me identifico rebatizou o meu rincão. Pois bem, algumas coisas estávamos próximos de conseguir ou seja, meia dúzia de Burj Khalifa. Você não sabe o que é? Te digo, a maior construção do planeta e sabe onde fica? Digo não, procura no Google. Ole Kirk, inventor do Lego não mandou peças suficientes para superar essa belezura de espigão mestre que inspirou a frase do meu amigo. Eis que o diário das colunas sociais que nem os emiratos tem, publicou o desejo de se tornar Emir, digo Alcaide. Caso aconteça e torço para que sim, muito embora já vejo Al Capp redesenhando A batalha de Brejo Seco e Chulipa Buscapé, Lúcifer Buscapé, Gambá Solitário encenar a histórica batalha entre os índios e a população local, ocorrida há 200 anos nos states. Mas, sem que os matutos saibam, ...

CAFÉ E BOM DIA #8 (por Carlos Eduardo "Brizolinha" Motta)

Tantas vezes eu e o Argemiro Antunes -- o grande cartunista Miro -- trocamos visões críticas com relação a exibição do filme "O Ano Passado em Marienbad", de Alain Resnais, mas nunca citamos "A invenção de Morel", de Adolfo Bioy Casares.  Perdemos esse comparativo face jamais ter lido a obra.  Com relação ao Argemiro não posso afirmar que tenha lido ou não.  O mesmo não se passa com relação com Alain Robbe-Grillet, roteirista do filme, de quem li alguns livros.  O filme é um dos grandes enigmas intelectuais do século 20.  Dia destes li um artigo que falava da obra de Bioy descrevendo a angustiante investigação de um perseguido político acerca do que se passa na ilha onde se refugiou.  Acaba descobrindo que os turistas são apenas imagens gravadas que vivem uma única semana.  Fala que Resnais apresenta uma construção do talvez.  As imagens geram insegurança diante de hipóteses, espelhos, invenções e quebr...