Éramos dois virgens. Dois profissionais que passavam por aquela experiência pela primeira vez. Isso explicava porque andávamos de um lado para o outro em frente à livraria. Tentávamos amenizar a expectativa e o atraso do visitante com piadas, sorrisos, conversas com outros clientes e papos de boteco – mesmo sem cerveja – sobre futebol. Eu era um jornalista com meia dúzia de anos de carreira. José Luiz Tahan era o dono da livraria Iporanga e, portanto, o sujeito que havia me contratado. A livraria ficava no Gonzaga, bairro nobre de Santos, no litoral de São Paulo. José Luiz também organizava um evento com escritores pela primeira vez e sonhava com voos mais elevados no mercado editorial. De funcionário da Iporanga, passou a sócio. Naquele momento, em 2000, ele já aspirava atrair escritores para um dia transformar seu estabelecimento também em editora. José Luiz, amigo desde a adolescência por conta das peladas nas praias de Santos, havia feito parceria com uma sala de...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO