Houve um tempo em que a solidariedade ia muito além de algumas moedas. Naquela época, como dizia o poeta, “o coração valia muito mais”. E como valia. Corriam os anos cinqüenta e Santos caminhava em direção ao futuro. Sem pressa. Lentamente. Quase que na contramão das pretensões do então Presidente JK, que queria porque queria que o Brasil crescesse “50 anos em 5”, como sugeria seu slogan. Juscelino teimava em transformar nosso país numa espécie de grande Pasárgada tropical. Portanto, a pacata Santos, seguia seu ritmo normal, sem atropelamentos nem correrias. A vida era, antes de tudo, para ser vivida. E bem, se possível. Bons tempos. As pessoas eram mais tranqüilas, mais felizes e, sobretudo, mais humanas. O bairro da Vila Matias era um bom exemplo desse vagar todo próprio, tão bom e santista como as praias e o hábito de tomar café. Naquele lugar, após o jantar, as famílias costumavam por cadeiras nas calçadas para conversar entre si ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO