Magnólias tropicais, frutos cheirosos das arvores do Mal fascinadoras, das negras mancenilhas tentadoras, dos vagos narcotismos venenosos. Oasis brancos e miraculosos das frementes volúpias pecadoras nas paragens fatais, aterradoras do Tédio, nos desertos tenebrosos… Seios de aroma embriagador e langue, da aurora de ouro do esplendor do sangue, a alma de sensações tantalizando. O seios virginais, talamos vivos, onde do amor nos êxtases lascivos João da Cruz e Sousa (1861-1898) nasceu em Nossa Senhora do Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina, no dia 24 de novembro de 1861. Filho de escravos alforriados, nasceu livre. Foi criado como filho adotivo do Marechal de Campo, Guilherme Xavier de Sousa e Clarinda Fagundes de Sousa, de quem herdou o sobrenome. Aos sete anos fez seus primeiros versos. Em 1893, casa-se com a também poetisa, Gavita Rosa Gonçalves. Nesse mesmo ano, publica "Missal", poemas em prosa, e "Broquéis", versos. Com eles, Cruz...
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