por Carlos Cirne publicado originariamente na newsletter Colunas & Notas A história de “Grandes Olhos”, tão absurda quanto verdadeira, é muito simples e, ao mesmo tempo, muito fácil de se tomar partido: em 1958, a pintora “amadora” Margaret Ulbricht (Amy Adams), depois de abandonar o marido abusivo e fugir com a filha pequena para San Francisco - numa época em que a mulher “separada” não era em absoluto bem vista - procura emprego como desenhista e pintora para poder sobreviver e, nos finais de semana expõe, numa feirinha de artesanato de bairro, seus retratos de crianças, invariavelmente tristes e/ou desamparadas, com enormes e expressivos olhos. Ali chama a atenção de Walter Keane, também pintor “amador”, mas com veleidades a grande artista, que pinta imagens de ruas de Paris, onde afirma ter vivido e estudado. Tendo cada vez mais dificuldade em comercializar suas pinturas, Walter consegue montar uma exposição em um clube de jazz, onde expõe seus trabalhos e...
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