Buenas! Era uma vez, longe em nossa memória, um lugar lá para as bandas de Santana do Livramento, nas bordas da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai. Uma terra de gente brava, dura, empedernida. Gente acostumada a lutar. Desde que o mundo é mundo. Naquela parte esquecida do Brasil, a lei sempre foi a do mais forte. Portanto, aquele povo já nasceu peleando. E peleando seguiu pela vida a fora. Sem descanso. Sem trégua. Sem paz. De um lado, os castelhanos. Do outro, o governo imperial. Nesse fogo cruzado ninguém tinha vida fácil. Pelo contrário. Pergunte ao pó dos milhares e milhares de colonos e de imigrantes que escolheram aquele chão para viver. E morrer. O tempo não era melhor. O tempo e o vento. O primeiro passava demasiado lento, demasiado quieto, demasiado angustiante. O segundo era ainda mais perverso. Não respeitava poncho, batina ou farda. Soberano do pampa, o velho minuano rasgava a tudo e a todos como a fria lâmi...
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