ESCRITO A SANGUE ruas escuras atravessado eu atravesso reviro o avesso nele me meço olho de lince encaro a face da fera espelhos se estilhaçam rasgam minha cara cai a neblina do vazio frio na barriga pago o preço erva bola cogumelo volto ao começo escapo com vida desconverso verso escrito a sangue desapareço quanto mais menos me pareço eco de bicho homem ego sem endereço Ademir Assunção nasceu em Araraquara SP em 02 de junho de 1961. Formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina, trabalhou como repórter cultural nos jornais Folha de Londrina, O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde. Publicou os livros LSD Nô (poesia, 1994), A Máquina Peluda (prosa, 1997), Cinemitologias (prosa poética, 1998) e Zona Branca (poesia, 2001). Ademir ganhou o Prêmio Jabuti em 2013 na categoria Poesia pelo livro A Voz do Ventríloquo.
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