Fiquei bastante triste ao descobrir hoje, por acaso, enquanto passeava por algumas edições eletrônicas não lidas de O GLOBO das últimas semanas, que o romancista piauiense radicado carioca Esdras do Nascimento morreu no Hospital Copa D' Or quinze dias atrás de um edema pulmonar. Tinha 81 anos de idade. Pouco conhecido entre os leitores do Estado de São Paulo, por razões difíceis de explicar, Esdras ganhou notoriedade logo no primeiro romance, "Solidão em Família", editado pela Civilização Brasileira em 1963. Em seus romances seguintes, no entanto, Esdras evitou repetir a fórmula que garantiu seu sucesso de público inicial e partiu para aventuras formais em seus romances, estimulado pelo espírito aventuresco de seu amigo Osman Lins, seu colega de trabalho no Banco do Brasil. Daí, testou diversos formatos bem distintos em romances sofisticadíssimos como "Tiro na Memória" e "A Engenharia do Casamento", e em outros não tão expressivos como ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO