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SAMPA WEEKEND (19 a 21 de AGOSTO de 2016)

O QUE TERÁ ACONTECIDO A BABY JANE? Teatro Porto Seguro (Al. Barão de Paranapiacaba 740 - Centro) Sexta e Sábado 21hs -  Domingo 19hs Eva Wilma, 82 anos, e Nicette Bruno, 83, surgem caracterizadas como as personagens de Bette Davis e Joan Crawford em “O que terá acontecido a Baby Jane?”, clássico americano de 1962 dirigido por Robert Aldrich, baseado no livro de Henry Farrell. A peça, que estreia em agosto, em São Paulo, no Teatro Porto Seguro, marca a estreia da dupla Claudio Botelho/Charles Möeller numa peça não musical. Será uma estreia mundial, pois a montagem americana só irá para a Broadway em 2017. Na montagem, Eva assume a personalidade forte de Jane Hudson, uma artista que conheceu a fama na infância como Baby Jane e, anos mais tarde, caiu no esquecimento. Inconformada, ela vive reclusa em casa ao lado de Blanche (papel de Nicette), sua irmã. Mas sonha em dar a volta por cima mesmo que tenha que passar por cima de quem for em nome do seu objetivo. ...

SÃO PAULO S/A: O CINEMA INSTRUMENTO DE CRÍTICA SOCIAL (Quarta, 19hs, Cineclube Pagu)

por  Luís Alberto Rocha Melo para Contracampo No ano em que Luiz Sergio Person lançou SÃO PAULO S/A, 1965, o então jovem crítico de O Estado de S. Paulo e futuro realizador Rogério Sganzerla publicava uma série de três artigos no Suplemento Literário sobre o cinema da “alma” (Bergman, Fellini, Zurlini) e do “corpo” (Godard, Fuller, Hawks). Os textos “Cineastas da Alma”, “Cineastas do Corpo” e “Corpo Mais Alma” (reproduzidos no livro Por Um Cinema Sem Limites, ed. Azougue, 2001) opõem um cinema pretensamente “profundo”, que busca dissecar a “alma humana” em dramas no fundo literários e tradicionais (caso dos “cineastas da alma”) a um cinema fundamentado pela “distância cínica” de uma câmera interessada em registrar a violência e a agilidade das “tragédias físicas” (os “cineastas do corpo”). Há ainda um cinema que consegue unir essas duas tendências em filmes ao mesmo tempo clássicos e modernos (ou melhor, modernos porque clássicos e vice-versa). Nas palavras de Sganzerla:...