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A METÁFORA SOZINHA (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

Vez e outra, caio nos alfarrábios. Uma maneira de saber, ou entender, como um determinado tipo ‘contemporâneo’ era visto pelos olhos de outrora. As páginas amarelecidas, algumas próximas do puído, nos reservam a surpresa da simplicidade em suas explanações. Nada muito rocambolesco. ‘Pá-pum’. Em geral, quando as consultamos, percebemos que nossos dias acabam se tornando difíceis por algo que chamo de ‘desvio de função’ (ou desvio de foco, ou uma coisa que leva a outra). Talvez nos perdemos na jornada por não consultarmos muito os alfarrábios. Hoje, com o advento da internet, os alfarrábios acabam caindo para segundo plano. Entretanto, ainda têm seu lugar na vida de todos quando precisamos consultar a história dos conceitos e definições. Folheando aqui e acolá filólogos e gramáticos como Domingos Paschoal Cegalla, Hildebrando André, Mauro Ferreira, Evanildo Bechara, Aurélio Buarque de Hollanda e alguns menos famosos, fui atrás do que eles tinham a dizer sobre metáfora....