Vinha fotografando muito com o celular. A câmera está sempre à mão e, como sou tímido, fico sem graça quando aponto para alguém que não pediu para ser fotografado. O celular disfarça as minhas intenções. Viajando pelo México recentemente, fotografei muito com o MotoG e fiquei inseguro com a pouca resolução das imagens. Daí, de estalo, resolvi comprar uma câmera pequenininha que mantivesse a discrição do celular e tivesse mais qualidade. Sou um fotógrafo de poucas câmeras; quanto menos cuido da câmera, mais eu penso no que está à frente dela. A fotografia é mensagem, ideia… uma escrita. A marca da caneta pouco importa…, mas agora minha caneta podia falhar ou era apenas uma intuição de que essa compra era necessária à fotografia. A não ser em momentos raros, sempre comprei câmeras fora do Brasil, e o motivo é simples: praticamente inexiste o comércio de aparelhos fotográficos por aqui. A razão, quando comecei a fotografar, muito jovem, era a ausência de mercado e o pouco dinhei...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO