por Odorico Azeitona No início dos tempos, o arquétipo da cozinheira doméstica era Dona Benta: uma senhora gorda, muito sorridente, com a cabeça toda branca, capaz de produzir quitutes magníficos a toque de caixa para um batalhão de netinhos sempre esfomeados. Mas o tempo passou. E, com o advento do Feminismo, as mulheres da geração baby boomer se libertaram da prisão domiciliar então representada pela cozinha, seguindo direto para o mercado de trabalho. De quebra, libertaram também suas filhas e netas da sina de serem as responsáveis pela alimentação da família. Hoje, as mulheres não são mais "preparadas para o casamento" -- ao menos, não como eram 50 anos atrás. Mesmo aquelas que tentam conciliar uma vida profissional com obrigações de mãe e tarefas domésticas fogem da cozinha feito o diabo da cruz. Por conta disso tudo, é mais comum ver um homem cozinhando -- e fazendo isso por puro e absoluto prazer -- do que uma mulher. Mesmo assim, as primeiras cozi...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO