Não está acontecendo nada, é apenas mais um assalto no Rio de Janeiro, uma banalidade que não será registrada no Boletim de Ocorrências da 14º DP, distante 100 metros. Os repórteres de polícia perguntarão se tem mortos no local. Diante da resposta de “negativo, operante”, desprezarão, entediados. Estão certos. Não está acontecendo quase nada. É apenas um fato de rotina que no máximo ajudará a cidade a se manter olímpica no ranking da violência. Ninguém morrerá esta noite no Leblon. Apenas o de sempre nessa modalidade cada vez mais carioca de vivenciar o perigo ali na esquina e, uma prova depois da outra, se buscar a medalha de ouro da sobrevivência. O sensacional do evento é que desta vez o cronista está na cena do crime. Ninguém contou com aquela voz de Pato Donald que os telejornais usam para não identificar a testemunha. Ele é a própria. Ali está o assaltante adolescente, a assaltada humilde e a possibilidade de que a roleta do destino, se ela girar um pouco mais para cá,...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO