DANNY BOYLE FALHA AO NÃO SEPARAR O HOMEM DO GÊNIO EM "STEVE JOBS" por Giovanni Rizzo para OBSERVATÓRIO DO CINEMA As cinebiografias mais convencionais costumam comentar linearmente a vida e carreira de seu protagonista, desde a infância até algum clímax de sua trajetória. É o caso de Gandhi, de Richard Attenbourough (1982), ou a primeira versão da vida do criador da Apple no cinema, Jobs, de Joshua Michael Stern (2013). E há filmes que buscam refletir as obras de seus representados na estética e estrutura dos projetos, buscando um reflexo mais criativo e original da vida de um personagem já conhecido, como o caso de O Mistério de Picasso (Henri-Georges Clouzot, 1956) ou o fascinante Caravaggio, de Derek Jarman (1986). Parece que o retrato de Steve Jobs, pelo diretor Danny Boyle. está mais alinhado a este segundo grupo do que ao primeiro. Isso não significa algo bom ou ruim, apenas mais interessante. Boyle e o roteirista Aaron Sorkin (A Rede Social) optam po...
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