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A LINDA E ADORÁVEL AMY ADAMS COMPLETA 43 ANOS E NÓS AQUI COMEMORAMOS

por Chico Marques Pouca gente sabe, mas nossa aniversariante ruivinha americaníssima aniversariante desta semana não nasceu em Iowa ou em Nebraska, e sim em Vicenza, na Itália. Filha de pais atores que trabalhavam constatemente pela Europa, Amy Lee Adams  começou sua carreira bem jovem como atriz de teatro em Nova York. Estreou no cinema tardiamente, aos 25 anos de idade -- e estreou muito bem, na deliciosa comédia de humor negro "Drop Dead Gorgeous" (1999). Na medida em que sempre pareceu ser pelo menos 10 anos mais jovem do que realmente é, Amy não encontrou dificuldades em escalação em filmes juvenis. Prova disso é que o primeiro papel com maior visibilidade que ganhou foi o da adolescente Brenda Strong, em "Prenda-Me Se for Capaz" (2002), de Steven Spielberg, fazendo par romântico com Leonardo DiCaprio. Detalhe: Amy já tinha 25 anos quando o filme foi rodado, e ninguém sequer desconfiou disso. Após inúmeras pequenas participações em séries de...

NOSSO MOVIEGOER CARLOS CIRNE INDICA SEIS BONS FILMES EM CARTAZ NA CIDADE

Sofia Coppola continua em sua cruzada por surpreender seu público a cada novo trabalho. Depois dos deliciosos "Encontros e Desencontros" (2003) e "Maria Antonieta" (2006), e os estranhos (mas muito interessantes) "Um Lugar Qualquer" (2010) e "Bling Ring: A Gangue de Hollywood" (2013), ela chega agora com esta nova adaptação do romance de Thomas Cullinan (“The Painted Devil”), "O Estranho Que Nós Amamos" (2017). Com o mesmo nome e basicamente a mesma história do filme de 1971, estrelado por Clint Eastwood e Geraldine Page (sob direção de Don Siegel), a versão de Coppola traz Colin Farrell, Nicole Kidman e Kirsten Dunst, formando o triângulo principal do filme. Conta ainda com eficiente elenco jovem, liderado por Elle Fanning. A história se passa durante a Guerra de Secessão nos EUA, quando um soldado do Norte ferido, o Cabo McBurney (Colin Farrell), é recolhido para ser tratado num internato feminino, em plena Vir...

SURDO É A VOVOZINHA (uma crônica de Antonio Luiz NIlo)

Tem uma “senhorinha” numa das esquinas do Gonzaga, o bairro onde eu moro e trabalho aqui em Santos, que todo santo dia entrega panfletinhos na calçada para o povo apressado. São panfletos de aparelhos para surdez. Apesar de publicitário, não costumo apanhar os panfletos que as dezenas de desempregados, os sobreviventes da informalidade, distribuem nas ruas desse tradicional pedaço da orla de Santos. Não os apanho por vários motivos... e por mais curiosos que vocês estejam, eu não vou dizer quais são. Mas a “senhorinha” dos aparelhos de surdez, com seu semblante cansado, a pele enrugada pelo severo sol santista e sempre com um leve sorriso nos lábios, acabou me conquistando. Ao ver esticado o seu curto bracinho em minha direção, não tive como não apanhar o panfletinho mal diagramado. Quando percebi que era uma propaganda de um aparelho de surdez, confesso que estanquei o meu projeto de sorriso e a olhei com um certo ar de censura. Porra, tenho 57 anos mas, como diz o meu ...

QUANDO OS MUDOS CONVERSAM (uma crônica de Marcus Vinícius Batista)

Duas pessoas em um local público ou numa conversa do dia-a-dia. O diálogo seria uma atitude previsível, com troca de experiências, de valores, de percepções de mundo. Se você não é uma delas, basta esticar as orelhas para captar o fenômeno. Ambas falam, gesticulam, contam suas vidas. Ambas fingem esperar uma reação do interlocutor. O diálogo, muitas vezes, é estéril. Jamais existiu. O que presenciamos são dois monólogos, nos quais o outro sujeito é público, audiência cativa, e não alguém com papel interativo. O homem atual fala demais. Fala tanto que falseia a necessidade de ser ouvido. Não se trata daquela tia tagarela ou do vizinho para quem não podemos perguntar se está tudo bem. O homem de hoje deseja uma caixa de ressonância, confirmadora de teses, uma cabeça que balance positivamente a cada frase exalada com veemência. Estamos interessados em ouvir outras pessoas? Realmente nos importamos com aquilo que elas têm a dizer sobre suas rotinas anônimas e ordinárias?...