Skip to main content

Posts

Showing posts with the label LEVA UM CASAQUINHO 610

HOJE, NA SESSÃO DA MEIA-NOITE DO CINEMA 1, O CLÁSSICO DE JOHN CASSAVETES "FACES" (1968, com legendas)

O ÍCONE DO POWER-POP CALIFORNIANO KYLE VINCENT ESTÁ EM SANTOS NESTE FINAL DE SEMANA (por Sérgio Dias)

O cantor, compositor e multi-instrumentista americano Kyle Vincent, se apresenta pela primeira vez no Brasil no início de maio. Após turnê pelo Japão, o artista se apresenta em Santos e São Paulo, divulgando seu novo álbum Miles & An Ocean, lançado no ano passado. Nascido em Berkeley, na Califórnia, Kyle surgiu na metade dos anos 1980 como vocalista do Candy, que tinha no seu line-up o guitarrista Gilby Clarke, futuro membro do Guns n’ Roses. A banda alcançou sucesso na MTV com o clip de Whatever Happened to Fun. Depois seguiu sólida carreira solo lançando vinte álbuns e quatro coletâneas, por selos importantes: MCA, Polygram, Mercury, Varése Sarabande, Hollywood e Universal. O single Wake Me Up (When The World’s Worth Waking Up For) chegou ao Top 20 da Billboard. Em suas apresentações no Brasil será acompanhado pela banda Somtrês, estarei presente fazendo a discotecagem na abertura. Nos shows ele mesclará poderosas canções power pop e belas baladas românticas ...

QUARESMA STYLE (por Germano Quaresma)

Hello, my Friends. Notas do exílio. Depois de um spaghetti carbonara, cos dente chei de pancetta, me vi compelido a algo que deploro. As mesas não dispõem de paliteiro, tive que solicitar ao garçom: "My dear, could you bring me a toothpick?" Deu-me um sorriso cúmplice, não sei se por meu inglês britânico, se por meu refinamento, e rumou à cozinha, de lá voltando com singelo envelope de papel, onde dormitava, em sua graça, her majesty o palito escocês. Poucos engenhos no mundo me assombraram tanto. O artefato dental, aqui na Escócia, nada tem a ver com a torpe haste de madeira dos trópicos. À semelhança dos cabos de pirulito daí, é um canudo de plástico rígido, totalmente reaproveitável. Uma das extremidades é apontada feito um punhal, de forma a poder visitar os mais recônditos becos de nossas gengibas. O fato de ser um caninho vazado permite uma sucção por pressão atmosférica negativa, muito útil no sentido de eliminar resíduos. Há que se ter algum c...

FORMIGAS (por Denise Marino)

Uma cena ocorrida hoje, trouxe de volta uma velha imagem da infância. Fazia calor. Na parece branca da cozinha, uma fila de formigas se dirigia para algum lugar (as formigas, às vezes, parecem caminhar sem rumo). Fui até o armário e peguei o veneno que, talvez por pudor, insistimos em chamar “remédio”: remédio para formigas; remédio para mosquitos, remédio para baratas. O remédio, certamente, é para nosso alívio; não para o deles. Mas, enfim, apliquei uma carreirinha daquele veneno que já vem preparado numa espécie de seringa no parapeito da janela. É um veneno bonito: cor de rosa translúcido. Até eu me sinto atraída por ele, imagine as formigas! Acredito que elas tenham vontade de mergulhar. É o que eu sentiria se visse um riacho de gel cor de rosa, brilhante e transparente. Ainda mais num dia de calor. Imagino, além disso, que o sabor seja doce e com cheiro de doce. Irresistível. Algumas horas depois voltei à cozinha. O veneno havia escorrido pela par...

AS DORES DE SUZANE (por Marcus Vinícius Batista)

Conheci a jornalista e escritora Suzane Frutuoso, há uns três meses, numa feira cultural, no Teatro Municipal de Santos. Ambos estávamos a trabalho e pouco conversamos. O assunto acabou sendo o irmão dela, Alex, um amigo e colega de profissão. Minha esposa, Beth, teve maior contato com Suzane. As duas bateram papo e Beth assistiu e se emocionou com uma palestra dela, voltada para mulheres. As duas trocaram livros de própria autoria. Beth veio com “Tem dia que dói”, que reúne crônicas de Suzane, publicadas originalmente num blog. Mal deixou que eu o folheasse. “Vou ler primeiro”, me disse. A proibição, claro, aguçou minha curiosidade. Primeiro, li partes escondido. Depois, Beth me deu salvo-conduto não oficial e, de forma explícita, coloquei meu marcador junto do dela. Dias depois, o livro descansava, sem pudor, do meu lado da cama. Duas, três crônicas por dia eram refeição mental suficiente para a digestão reflexiva. O livro de Suzane Frutuoso é uma pequena joia, q...