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FÁBIO CAMPOS RECOMENDA "AS VIÚVAS" , NOVO FILME DE STEVE MCQUEEN

Viúva – Viola Davis, sempre ótima – com vida confortável, bem casada, descobre após a morte do marido – Liam Neeson – que ele era um criminoso e que deixou, além de uma dívida relativa ao seu ultimo golpe, um plano para o próximo. Pressionada para pagar a tal dívida ela se associa às viúvas dos comparsas do marido para tentar executar o tal plano. Lendo esse resumo, As Viúvas , o novo filme de Steve McQueen – o diretor de 12 Anos de Escravidão –, se parece com o recente Oito Mulheres e Um Segredo e isso não poderia ser mais enganoso. Enquanto Oito Mulheres aposta no glamour pra ressaltar a diferença entre os filmes da trilogia anterior com protagonistas masculinos para o universo feminino e entrega um filme bobo e raso, As Viúvas se aprofunda na diferença entre a realidade feminina e masculina. As mulheres, de repente, saem da posição passiva, onde algumas sofriam abusos, para serem protagonistas. Isso é colocado de forma gradual, partem da natural insegurança para a...

GUARDEM ESSE NOME (por Marcelo Rayel Correggiari)

Jordan Bernt Peterson. O nome da “fera”. Cultivado em bonitos ternos e natural elegância, quase um ‘lorde’ britânico, esse canadense de 56 anos é um dos primeiros no século XXI a por o ‘pé-na-porta’ (ou “... –cara”, como queiram) sem se importar com essa indústria de ‘rótulos’ que boa parte das pessoas tentam impingir (o famoso “enquadramento”). Não “de orelhada”: Jordan Peterson fala ‘por experiência’ profissional! Psicólogo clínico e professor da Universidade de Toronto, Peterson põe abaixo todas “as modinhas” acéfalas que assolam nosso turbulento dia-a-dia. Um remédio exato para separar ‘o joio do trigo’. A atuação como psicólogo clínico é o que confere ‘autoridade’ nas constatações de Jordan: ele vê diariamente, tanto na clínica quanto na Universidade de Toronto, a realidade de um ser humano que já não usa toda sua potencialidade afetiva. O pior: entra ‘carne adentro’ dos seus dias “os discursinhos” falidos que, ao invés de ajudar, só atrapalham. A experiência da pro...

O APLICATIVO (um conto de Flávio Viegas Amoreira)

Uma noite no começo do verão e me angustiam sempre as estradas que saem das marginais, grandes serpentes que envolvem a cidade já ao longe, uma angustia desbravadora de quem parte para amplidão. Quando menino que fascínio assustador pela Avenida do Estado soturna ao alvorecer. Para onde esse caminho que se solta da metrópole acolhedora?   No lavabo ainda pensava em voz alta: - Tenho que ir a Alphaville nesse jantar marcar presença fazer media vez ser visto quem sabe um novo contrato para agência captação de recursos uma franquia sul-coreana ser apresentada a um CEO de Xangai cavar fim de semana em Comandatuba e saber a quantas andam a conta da WOcompany para 2019 .... 21 horas e preciso chamar o Uber sozinho sem medo nem refém da violência foda-se que preciso voltar são na boca da madrugada: “boca da madrugada” ando pensando em forma de poesia! Moema Campo Belo por esse caminho sem erro: Bruna aguardo em dez minutos um Siena cinza motorista Beto com toda imprecisão que ron...

E FINALMENTE O DIREITO À BOCA FECHADA… (por Alvaro Carvalho Jr)

Os números são assustadores: 2 milhões de brasileiros entraram na linha abaixo da miséria em apenas um ano, entre 2016 e 2017. Isso significa que o país, mesmo com a fraquíssima recuperação iniciada em 2017, ainda continua andando para trás, consequência das mazelas dilminianas e a omissão de vários agentes públicos que se mantiveram em silêncio, enquanto Dilma de sua quadrilha de incompetentes, além de furtar o País, ainda o jogavam na mais triste recessão de sua história. Só para se ter uma ideia das tristes estatísticas divulgadas pelo IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as políticas econômicas de Guido Mantega, sempre liderado por Dilma, fizeram com que 54,8 milhões sobrevivessem com apenas R$406/por pessoa ano, um absurdo. E desses, 15 milhões conseguem apenas R$140,00, ou seja, são verdadeiros mágicos, milagreiros ou, como dizia a música, pessoas que comem luz para sobreviver. Isso num País que se dizia a passos largos para o socialismo. Na verdade,...

A VIDA ÀS VEZES É INSUPORTÁVEL (por Ademir Demarchi)

A vida às vezes é insuportável, assim como quando oferecem pela milésima vez uma sacolinha de plástico com um sorriso de código de barras. E bem depois que você viu fotos de montanhas delas, que nunca vão se degradar, pois é terrível, você vai morrer e elas vão continuar ali, coloridas, com a cor da felicidade que deram, num dia qualquer, para qualquer um. Não entendo nada da capacidade de sobrevivência da sacolinha, assim como também não entendo como tem quem consegue continuar fumando com aquelas fotos todas de gente perdendo pedaços de si própria estampadas nos maços. A velha que passou, por exemplo, devia acreditar que chegaria lá, pois veio e se foi, dando passos de tartaruga pela falta de ar, enquanto arfava como se estivesse nas pontas dos pés sobre algum abismo que não consegui vislumbrar, segurando um cigarro queimando mais vivo que ela entre os dedos. Onde achava que ia chegar? Com certeza não era no mesmo lugar que a outra, de botas, parecendo que ia montar...