Ser livreiro é levar um choque de humildade. Praticamente moramos nas nossas livrarias, e recebemos um recado vindo das prateleiras. Muitos dos livros em nossas estantes não serão lidos... e então me vem este sentimento: o que nos rodeia é bem maior do que nós. E junto da humildade vem a descontração, “se não há remédio, remediado está”, acho que é por aí o ditado. Nas minhas leituras tomo dois caminhos. Os obrigatórios e os que dão na veneta. Os primeiros são dos autores com os quais vou trabalhar, mediando papos com os leitores e encontros seguidos de sessões de autógrafos, ou ainda os originais que recebo para publicação. Em meio a essa correria que antecede o Natal, estou lendo "Os Machões Dançaram - Crônicas de Amor e Sexo em tempo de homens vacilões", nova coletânea de crônicas ligeiras do amigo Xico Sá. Antes, estava lendo "O Grifo de Abdera", último romance do também amigo Lourenço Mutarelli. Nenhum dos ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO