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Showing posts with the label Lourenço Mutareli

SER LIVREIRO (por José Luiz Tahan)

Ser livreiro é levar um choque de humildade. Praticamente moramos nas nossas livrarias, e recebemos um recado vindo das prateleiras. Muitos dos livros em nossas estantes não serão lidos... e então me vem este sentimento: o que nos rodeia é bem maior do que nós. E junto da humildade vem a descontração, “se não há remédio, remediado está”, acho que é por aí o ditado. Nas minhas leituras tomo dois caminhos. Os obrigatórios e os que dão na veneta. Os primeiros são dos autores com os quais vou trabalhar, mediando papos com os leitores e encontros seguidos de sessões de autógrafos, ou ainda os originais que recebo para publicação. Em meio a essa correria que antecede o Natal, estou lendo "Os Machões Dançaram - Crônicas de Amor e Sexo em tempo de homens vacilões", nova coletânea de crônicas ligeiras do amigo Xico Sá.  Antes, estava lendo "O Grifo de Abdera",  último romance do também amigo Lourenço Mutarelli. Nenhum dos ...

LOURENÇO MUTARELLI, WILD TIGER (por José Luiz Tahan)

Aqui nos meus armarinhos, revezo os trabalhos de livreiro, produtor de eventos, editor e o que vier pela proa. Um dos trabalhos mais legais é o de produzir encontros com escritores. Gosto tanto que criamos um festival a tarrafa literária. E foi em um desses eventos que conheci Lourenço Mutarelli. O nosso santo “bateu”, como diz o ditado. Figura de enorme talento, do mesmo tamanho de sua sensibilidade, o homem acumula os rótulos de desenhista e ator. É dele “O Cheiro do Ralo”, romance escrito em incríveis cinco dias. Depois adaptado para o cinema, motivado por um de seus leitores, o ator Selton Mello. Nesses dias de festa, passo o máximo de tempo com o convidado. A ideia é conhecê-lo de perto e, a partir daí, ter mais elementos e intimidade para a palestra noturna, na qual enfrento a plateia como mediador do autor. Fomos almoçar num misto de boteco e restaurante português, o Último Gole, que fica numa quase esquina, perto da praia do Gonzaga. Estava um pouco apreens...

ANNA MUYLAERT FLERTA ABERTAMENTE COM O BIG BUSINESS EM "QUE HORAS ELA VOLTA?"

por Chico Marques para Black & White In Colour Anna Muylaert é, sem sombra de dúvidas, a diretora de cinema mais talentosa de sua geração aqui no Brasil. Mostrou a que veio já em sua estréia em 2003 com "Durval Discos", uma "dark comedy" absolutamente inusitada sobre o dono de um Sebo de Discos em Pinheiros que está em vias de fechar suas portas e a fauna estranha que entra e sai da loja todos os dias. Em 2009, lançou seu segundo filme, o originalíssimo "É Proibido Fumar", com Glória Pires e Paulo Miklos, outra "dark comedy" tipicamente paulistana onde solidão e loucura convergem e geram situações surreais que, sabe-se lá como, acabam inseridas no cotidiano de seus protagonistas com uma leveza desconcertante.      Considerando esses dois êxitos artísticos, a expectativa pelo terceiro projeto de Anna Muylaert era grande a partir do momento em que ela anunciou em seus perfis nas Redes Sociais estar dando início a uma nov...