Foi no auge do seu livro, O DOCE VENENO DO ESCORPIÃO (Panda), do Marcelo Duarte. Auge mesmo: o livro estava em primeiro lugar na lista dos mais vendidos por todos os lados. O relato da menina de classe média que ganha a vida satisfazendo os clientes com o seu corpo conquistou o Brasil. E num sábado eis que a nossa escritora surge pela porta da livraria. Usava uma camiseta branca e jeans de marca, me pareceu tímida, um pouco deslocada, dá pra entender. Foi um dos primeiros eventos feitos por Raquel, que assim se apresentou: “Prazer, Raquel”. Lembrando dos dias que antecederam a sessão de autógrafos, vale contar que a imprensa local nos ignorou solenemente. Passamos em branco por todos os veículos que sempre nos apoiavam em pequenos ou grandes encontros com autores. Recebi até um telefonema irritado e ameaçador de uma senhora (a voz parecia a de uma senhora), que bradava contra a nossa escolha. “Como que uma livraria séria traria uma, uma, você sabe”... No dia passamos...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO