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AFINIDADES ELETIVAS (por Antonio Luiz Nilo)

Há algum tempo, postei no facebook um ótimo texto de Francisco Bosco, publicado na revista Serrote, sobre as impressões de uma viagem sua ao Tibete. Uma semana depois, me deparei com um texto incrível de sua mulher, Antonia Pellegrino, num ilustre caderno de uma folha de São Paulo. Claro que vou publicar aqui o link, até porque um texto como esse não pode circular apenas naquele pequeno reduto de leitores intelectuais (ou de meros farejadores curiosos, que é o meu caso). Um texto brilhante e polêmico como esse merece ser lido, discutido e, é claro, divulgado. Mas o que me faz escrever esse artigo não é o simples fato de elogiar o texto de Antonia e convencer o amigo leitor a apreciá-lo. Não. O tema aqui é o que eu posso chamar de “atração intelectual”. Ou, para ser mais abrangente, de “aproximação por afinidade”. Me respondam: o que fez Francisco Bosco, excelente cronista e filho do consagrado músico João Bosco, se aproximar, se declarar, con...

CORPO E MENTE (por Antonio Luiz Nilo)

Em academias, mesas de bar, shoppings e supermercados, as pessoas hoje conversam sobre os mesmíssimos assuntos: Treinamento Funcional... C ross Fit... Avaliações Físicas... Metabolismo... Suprimentos... Alimentação Balanceada... Grãos... Gengibre... Mirtilo... Chia... Macadâmia... Quinoa... Pão Ezequiel... Omega 3... Redução de Balsâmico... Sal Rosa do Himalaia... Chega a ser impressionante. É como se Guimarães Rosa e Dostoiévski simplesmente não tivessem existido. É como se Copérnico, Madame Curie ou Linus Pauling nunca tivessem feito um único experimento. Como se Villa-Lobos ou Miles Davis não tivessem composto uma única nota. Aí eu fico pensando: essas pessoas, preocupadas exclusivamente com o corpo, têm tudo para viver por mais de cem anos. Já imaginou passar um século copiando receita de detox? Nada disso. Eles vão ter tempo de sobra para ler sites de militância política, escutar todos os CDs de ser...

AFINIDADES ELETIVAS (por Antonio Luiz Nilo)

Há algum tempo, postei no facebook um ótimo texto de Francisco Bosco, publicado na revista Serrote, sobre as impressões de uma viagem sua ao Tibete. Uma semana depois, me deparei com um texto incrível de sua mulher, Antonia Pellegrino, num ilustre caderno de uma folha de São Paulo. Claro que vou publicar aqui o link, até porque um texto como esse não pode circular apenas naquele pequeno reduto de leitores intelectuais (ou de meros farejadores curiosos, que é o meu caso). Um texto brilhante e polêmico como esse merece ser lido, discutido e, é claro, divulgado. Mas o que me faz escrever esse artigo não é o simples fato de elogiar o texto de Antonia e convencer o amigo leitor a apreciá-lo. Não. O tema aqui é o que eu posso chamar de “atração intelectual”. Ou, para ser mais abrangente, de “aproximação por afinidade”. Me respondam: o que fez Francisco Bosco, excelente cronista e filho do consagrado músico João Bosco, se aproximar, se declarar, conqui...