Ser pai é o melhor e o pior dos cargos. É vitalício. É intransferível. É imprevisível. Quando você fica com o emprego, ninguém te avisa o porquê de seu nome na lista de selecionados. Você pode ser contratado sem ter pensado em se candidatar à vaga. Basta distribuir o currículo por aí que alguém se encarrega de analisar seu perfil. O trabalho é sem rotina, sujeito a viagens para hospitais, escolas e apresentações de balé ou judô no final do ano. Quando você assume a função, a hierarquia é estabelecida no primeiro dia. Não há curso de trainee ou estágio para que se adquira experiência. Quem te emprega, não te entrega manual de instruções. Os riscos de demissão e promoção são iguais a zero. Tenho alguns anos de janela nesta área. Oito anos e 10 dias, para ser preciso e posar de competente. Por mais que se encham prateleiras de dicas e dicionários sobre a paternidade, não existem teorias que se aproximem da prática inerente ao cargo. Por mais que dois profissionais converse...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO