Pessoas numa praça domingo à tarde. A amedrontadora manifestação de ‘gate keepers’ em redes sociais. Um hino nacional envolto nas cores amarela e verde. O sistema da técnica que engole reputações: sob o nobre motivo de um país mais justo e menos corrupto, o discurso se refez pelos desejos obscuros de força e potência para as soluções de um caos antevisto e avisado. A democracia se resumiu a bater panelas, cantar hinos em praças e apertar teclas de urnas eletrônicas. Na perfeita impotência diante de gigantes bem maiores, a raiva nas formas de uma arregimentação política com base no “contra o humano” ganha seus primeiros contornos. A anomia no século XXI apresenta seu primeiro desafio: tornou-se uma bomba-relógio cujo desarme perpassa pela completa incompetência em descontinuar o inumano. Diante desse fracasso, esse fracasso pessoal e social, rangem-se os dentes e rosnam-se vídeos em mensageiros instantâneos. Desamor e desunião: as boas pessoas, pela técnica, matam. Cada...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO