Patrícia Galvão, a Pagu, “Musa-mártir antropófaga” do modernismo, como a definiu transformando em clichê Décio Pignatari, foi escritora de múltiplos interesses. Romancista, poeta, crítica de teatro, de literatura, jornalista e militante comunista, teve o registro desse seu variado interesse registrado no estudo Pagu Vida-Obra, pelo poeta Augusto de Campos. Boa parte da sua atividade de escritora foi estampada em A Tribuna, de Santos-SP, jornal onde trabalhou até o fim de sua vida, em 12/12/62, ao lado do companheiro e também escritor Geraldo Ferraz. Além dos textos dedicados ao teatro, Pagu publicou no jornal uma coluna dedicada à então nascente televisão brasileira. Iniciada a partir de 2/6/56 e intitulada sugestivamente de Viu?Viu?Viu?, essa coluna saía diariamente assinada com o pseudônimo Gim. Ela a começou seis anos após a inauguração da primeira emissora de TV na América do Sul, a PRF-3, TV Tupi-Difusora, Canal 3, em São Paulo, que foi o mais ambicioso empreendimento d...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO