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TEATRO OFICINA:SÍMBOLO TRANZMODERNO (por Flávio Viegas Amoreira)

Da passagem da matéria-forma ‘a matéria-força:   um signo carregado de significados tendo ´´O Rei da Vela´´ como estandarte , o Teatro Oficina é metalinguagem para sua própria luta de ´desencanamento´ visceral   da civilização paulistana, no mínimo paulistana.   Deleuzianamente o Oficina não pensa ´isso ou aquilo´, - vibrátil pensa ´com´   todos instrumentos do devir, do instante que passa a partir e adentrando o magma mesmo das coisas apresentadas.    Máquina radicalmente desejante,   teatro- esponja, onívoro carregando por toda epiderme da urbe-entorno as inquietudes convergentes de tradição-vanguarda.   A epopéia pelo Bexiga é ela mesmo metalinguagem, intertextualidade do carma subversivo de sua tessitura aos solavancos da História de desconstrução dos macro-micro fascismos.   O fetiche tosco do progresso sempre com suas artimanhas para novo ´apartheid social´   :   a falácia da eficiência, do pragmatismo,   a ver...

O REI DA VELA REVISTO (por Flávio Viegas Amoreira)

Rever o “Rei da Vela” sempre acresce -- imagino a maturação da peça para quem viveu 1968 e agora reassiste! Se teve imensa função durante aquele abjeto governo Costa e Silva e sob a Guerra do Vietnã não seria noutra ocasião maior impacto: nem durante a reabertura de Geisel, as Diretas Já ou na ascensão de Lula em 2002 depois do governo FHC, nunca o espetáculo-manifesto foi tão útil para reflexão das tramas do capitalismo, os tentáculos do imperialismo e a manutenção da desigualdade sócio-econômica no Terceiro Mundo. Oswald foi quase pedagógico no texto-fonte e a adaptação ainda carrega nas tintas desse didatismo visceral dessa distopia insistente de opressão e parasitismo do mercado institucionalizado. Se falávamos em economia de mercado hoje trabalhamos com idéia mais perversa:   sociedade de mercado, coisificação pelo consumo, descartabilidade do ser pelo horror econômico. A caricatura faz emergir o paroxismo dos personagens e da práxis selvagem do colonialismo brasileir...