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PARA A PARTIDA (FELIZ 2018) (uma crônica de Marcelo Rayel Correggiari)

Não procure, de fato, entender tudo isso diante dos seus olhos. Apenas entenda que são circunstâncias inevitáveis, quase sempre frutos de nossas próprias permissões. Porque quando, de início, não se permite que a indignidade seja ‘um norte’, uma disputa alheia jamais te alcançará. Simplesmente, não se sangra, as aberturas coagulam e nada daquilo que partiu no último trem realmente deveria ter ficado. Entenda que tudo isso não ficaria de jeito algum. Simplesmente porque tudo isso te põe a pique. De tudo aquilo que te constitui, não seriam essas pessoas o melhor do teu nervo pleno e pacífico, frutífero, amoroso até o último fio-de-cabelo. Entenda: elas seriam protagonistas de trazer à tona o que há de pior em ti. Não ficariam de modo algum. Por mais que se quisesse... por mais que fosse pleno o desejo de uma permanência, há de se revolucionar cá dentro para se amar lá fora. Nem que para isso se depare com a queda, com as próprias limitações, com a velha perturbação, amig...