“O Brasil persegue quem trabalha” (Tom Jobim) Uma figura muito interessante das agências de propaganda onde trabalhei era o garçom. Quase sempre ótimos. Na Gang, essa função era exercida com a maior elegância pelo Pedro. E tão bem que Enio Basílio Rodrigues, grande Redator e Diretor de Criação, quando saiu para assumir a Presidência de Criação de outra agência, tratou de levá-lo. Pelo dobro do salário. Uma proposta irrecusável. Entre suas muitas qualidades estava a memória, prodigiosa. Pedrão conhecia de cor e salteado todos os clientes da Gang pelo nome e, ainda por cima, sabia como cada um gostava de tudo, do cafezinho ao uisquinho. Não errava. Nunca. O mesmo acontecia nas freqüentes reuniões que rolavam depois das 18 horas. Pedrão servia a bebida preferida de todos. E fazia drinques e coquetéis como ninguém. Era um talento nato. Seu diferencial era o bom gosto. Adorava preparar canapés e outros petiscos. E também tinha o dom da culinária. Seus omeletes e pratos ligeiro...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO