“(...) A psicanálise só tem um defeito, o de reconduzir as aventuras da psicose a uma ladainha, o eterno papai-mamãe, ora representado por personagens psicológicos, ora elevado a funções simbólicas. (...) De um lado, o saber não se opõe à vida, pois mesmo quando toma por objeto a fórmula química mais morta da matéria inanimada os átomos dessa forma são ainda os que entram na composição da vida, e o que é a vida senão sua aventura? E, do outro lado, a vida não se opõe ao saber, pois mesmo as maiores dores dão um estranho saber aos que as experimentam, e o que é o saber senão a aventura da vida dolorosa no cérebro dos grandes homens (que, aliás, parece um irrigador dobrado)? Nós nos impomos pequenas dores para nos persuadirmos de qua a vida é suportável e mesmo justificável. (...) Todas essas palavras contam uma história de amor, uma história de vida e de saber, mas esta história não está designada ou significada pelas palavras, nem traduzida de uma palavra a outra. Essa história ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO