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Showing posts with the label Roland Barthes

REFLEXÕES DE UM GAY CULT (por Flávio Viegas Amoreira)

Que belo convite escrever nesse sítio com tanto glamour! E precisava duma pegada caminho vereda para engatar reflexões alinhavadas do meu tempo:  teço essas linhas ouvindo Pat Metheny sob o calor senegalesco dos trópicos paulistas.... nessa virada de ano re-assisti com mesmo gozo de sempre "Os sonhadores" de Bertolucci: esse mestre me é tão familiar quanto os canais de Santos e a Vila Belmiro: gosto que me enrosco da maneira e das temáticas da obra tão eclética de Bernardo! Sim chamo-o da maneira com que beberico uma cerveja no Terminal Jabaquara com expectativa de descer a serra ouvindo Gato Barbieri. Cresci nos anos 70 sob a égide da famigerada ditadura e a mítica proibição de “Saló” de Pasolini (que assisti em 1980 no extinto Cine Indáia) e “O Último Tango em Paris”, que veria pela primeira vez em VHS nos anos 90 tão somente.... meu tesão por Marlon Brando já arrefecia e ainda ecoa permanentemente a trilha sonora que virou hit pessoal de boêmia e existencialismo t...

CAFÉ & BOM DIA #55 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Descobri Roland Barthes através de uma biografia escrita por Louis Jean Calvet, passaram alguns anos até ler " Fragmentos de um discurso amoroso ", texto absolutamente fantástico e imprescindível para que gosta de ler. Não menos importante os livros " Sade, Fourier, Loyola " e " Sobre Racine ". A editora Martins Fontes editou mais de 20 títulos deste mestre, um dos quais li neste sábado de chuvas intensas. Pois então, Barthes reflete sobre o falecimento da mãe. " Diário de Luto " é o sabor amargo que Henriette Binger deixou. Marca nas páginas um livro desejado, a importância de sua mãe no resultado de suas realizações. Quando diz ser estranho, pois a voz de sua mãe que conhecia tão bem, se diz que ela é o próprio grão de lembrança ( " a querida inflexão " ) , não ouve mais. É como uma surdez localizada. ( pag. 14 ). Livros que deixam um gosto amargo, de difícil digestão. Foi assim com " Cartas ao Pai " de Kafka, como ta...

CAFÉ E BOM DIA #1 (por Carlos Eduardo "Brizolinha" Motta)

O amor é um sentimento verborrágico: amantes se desmancham em juras infinitas, elogios desmesurados e declarações repetidas.  Histórias de amor são talvez as mais frequentes e mais permanentes da história da literatura.  O amor se expressa em fórmulas; “eu te amo” é um arranjo que não admite variações.  Seria possível, então, mapear a expressão do amor ao longo do tempo?  O que isso nos diria sobre o amor em si? Em "Fragmentos de um Discurso Amoroso", Barthes não assume como tarefa analisar o amor, mas a forma como ele se expressa e a cristalização do discurso a respeito dele.  Desde Shakespeare até Proust, o autor identifica os diversos clichês pelos quais os amantes se expressam tomando exemplos de clássicos da literatura e da filosofia. O que esse mapeamento diz sobre o amor, o discurso ou nossa relação com a linguagem?  Se existimos e, principalmente, nos relacionamos através da linguagem, o que as formas escolhidas para comunic...