por Chico Marques Apesar do diretor Anatole Litvak ser extremamente maneirista e estar longe de ser um dos maiores expoentes do "film noir", não dá para negar que em SORRY, WRONG NUMBER ele conseguiu realizar um dos filmes mais emblemáticos deste gênero cinematográfico surgido durante a Segunda Guerra Mundial -- quando foi preciso economizar energia elétrica como parte do Esforço de Guerra e Hollywood passou a rodar suas produções B e C com um mínimo de luz em seus estúdios. Adaptado de uma peça de rádioteatro de Lucille Fletcher, SORRY, WRONG NUMBER tem como ponto de partida o efeito paranóico que ligações misteriosas anunciando um assassinato podem provocar numa pessoa. E, claro, tem como grande trunfo o carisma da sempre eloquente Barbara Stanwyck, uma atriz magnífica e uma das maiores musas desse tipo de filme. Barbara faz Leona Stevenson, uma mulher presa a uma cadeira de rodas e a um quarto que começa a receber telefonemas...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO