Sinestesias: sensações por todos poros: a epiderme em chamas cognitivas: sim! Quando ouvimos Tom Waits o corpo “pensa”. Tenho num mesmo CD gravado com esmero dos anos 90 a “Tristesse” de Chopin e a interpretação chapadíssima de “Tom Traubert’s Blues” de Waits cantando feito quem dribla as estrelas.... Inevitável recorrer a Rimbaud: “O poeta se faz vidente através de um longo, imenso e refletido desregramento de todos os sentidos”. Desregrar para melhor sentir e sentir para criar com vísceras e alma nua! Assim é Tom Waits.... Esse mestre poeta e gaitista para me referir apenas ao essencial pode ser o patrono do espírito desse blog: multiinstrumentista, compositor, inventivo cantor de voz rascante tal um vinho espanhol numa tarde fria diante o mar revolto. Waits é esse container plural num oceano de possibilidades jazzísticas e dum rock infinitesimal: minimalismo contaminante para todas percepções. Recordo esse ator eventual e genial em clássicos como “Sobre Café e Cigarros”, ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO