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DUAS OPINIÕES SOBRE 'OS 8 ODIADOS", A NOVA EXTRAVAGÂNCIA DE QUENTIN TARANTINO

'OS OITO ODIADOS": UMA AVENTURA CINEMATOGRÁFICA DE UM REALIZADOR NO TOPO DE SEUS PODERES (por Roberto Bueno Mendes para Observatório de Cinema) Quentin Tarantino, quando surgiu na indústria cinematográfica com CÃES DE ALUGUEL (1992), cujo roteiro e direção são dele, impactou esse indústria para sempre. A maneira como Quentin realiza seus filmes acabou influenciando diretores e roteiristas até hoje. Em cada um dos filmes seguintes, ele foi testando fazer um estilo de filme. No último, DJANGO LIVRE (2012), ele entrou no mundo dos westerns. E Quentin Tarantino retorna a este gênero com o seu mais recente longa, OS OITO ODIADOS. A história de OS OITO ODIADOS se passa no estado do Wyoming, após a Guerra Civil americana. Uma diligência é obrigada a parar em um armazém de beira de estrada por causa de uma forte nevasca que a alcança. O veículo é conduzido por O.B Jackson (James Parks, de Django Livre). O.B foi contratado para levar em sua diligência o caçador de reco...

MAIS LINDA DO QUE NUNCA EM 'GRACE DE MÔNACO", NICOLE KIDMAN SALVA O FILME

por Francisco Russo  para Adoro Cinema Na teoria, era o conto de fadas da vida real.  Uma das mais populares estrelas de Hollywood, endeusada pelos fãs e dona de um Oscar na estante, se casando com o príncipe de um país mínimo, mas reconhecido mundialmente como ícone do luxo e da riqueza.  O casamento de Grace Kelly com o príncipe Rainier III chamou a atenção de boa parte do planeta, em 1956.  Afinal de contas, se contos de fadas já encantam no mundo da fantasia, imagina quando surge uma (aparente) chance dele se materializar entre os mortais. Consciente deste impacto, o diretor Olivier Dahan tomou para si este deslumbramento ingênuo para narrar um episódio marcante da vida de Grace e Rainier.  Tudo segundo sua ótica, como revela o alerta inicial de que a história a ser contada é apenas inspirada em eventos reais.  E, como acontece em todo conto de fadas, resolveu facilitar as coisas.  De um lado, está o príncipe envolv...

SELMA: UMA LUTA PELA IGUALDADE (por Sérgio Prior)

(texto publicado originalmente em  www.setimaarte.iron.com.br ) A Academia de cinema de Hollywood foi pressionada por não incluir "SELMA" como concorrente nas principais categorias do Oscar de 2015.  A vida e a obra de Martin Luther King é um dos pontos altos da história norte-americana do século XX, com seu discurso pacifista contra o racismo, mas isso não torna o  filme obrigatoriamente bom.  A causa é pra lá de justa e atual, mas não assegura que a direção de Ava DuVernay seja burocrática. O dinheiro e a presença de expoentes da comunidade negra hollywoodiana, entre eles Oprah Winfrey, não consegue fazer jus à luta do vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King (David Oyelowo, ator inglês, por sinal) em sua luta contra o racismo no sul do país, onde se concentrava - e ainda ocorre o mesmo nos dias de hoje - o maior número de racistas, de membros da Ku Klux Klan, enfim, de "rednecks" que se interpõem entre a integração dos negros na sociedade...