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Showing posts with the label WILLIAM STYRON

CAFÉ & BOM DIA #72 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Li quase todos os livros que Zuza escreveu, tenho em conta oito livros dos quais " A Era dos Festivais " vestiu minha alma. Possa ser que assim seja face ter vivido todo os clima de discussões, velho versus novo, Chico versus tropicalismo, Renovação radical. Zuza me ajudou entender a importância de João Gilberto, pois sem João não haveria a renovação que houve. A leitura de Zuza também me fez torcer o nariz, pois não concordo com seu voto de Gal Costa ser a mais bela voz. Algumas canções são perfeitas para Gal desfilar suas potencialidades, mas fico com Elizeth que nunca precisou atravessar notas. Seu novo livro " Samba Canção " que ainda não li, mas imagino ser par perfeito para o livro do Ruy Castro, deve acrescentar e muito, Zuza conhece MPB como ninguém. Lendo sua entrevista para " Valor " nos conforta seus tiros na mosca. Primeiramente que " Águas de Março " é a grande canção da MPB e pela ordem, a segunda afirmação sou inteiramente c...

CAFÉ E BOM DIA #34 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Aristóteles disse certa vez que escolher entre suas habilidades aquelas necessárias à sua época é o caráter da vocação. Creio no contrário, e às vezes uma época desperdiça seus melhores espécimes em prol de um declarado programa de castração. Julien Sorel (herói de “O vermelho e o negro”, de Stendhal) é o símbolo do grande homem desperdiçado graças ao caráter mofino de sua época. Todo o romance conta a saga desse desperdício, e a mestria de Stendhal está em justamente fazer a própria época soar anacrônica em relação ao herói. A história se desenvolve inicialmente em uma pequena cidade do interior em que Julien Sorel, filho de carpinteiro, é “um rapaz pobre, e que só é ambicioso porque a delicadeza de seu coração cria a necessidade de alguns dos prazeres fornecidos pelo dinheiro. “O jovem camponês nada via entre si e as mais heroicas ações senão a falta de oportunidade”. As camadas do solo que Julien pisava estavam num processo de ajustamento, de movimento constante, gerando um s...

CAFÉ E BOM DIA #6 (por Carlos Eduardo "Brizolinha" Motta)

Lendo o artigo  "O Limbo dos Livros Esquecidos"  de Ana Lima Cecilio para a São Paulo Review, me ocorreu projetar o que estaria citado na obra de Otto Maria Carpeaux como importante ler, ou o resultado representativo da literatura nos 15 primeiros anos do século XXI. A lista da Nilsen sobre o mercado editorial aponta que em 2014 foram publicados 60 829 títulos no Brasil. Todos os tipos de livros. Não dá para ter ideia de tudo o que é publicado aqui no Brasil segundo Ana. Poucos, muito poucos tem edições de 3 mil exemplares, para apostar nesse número tem que ter muita coragem. A oferta em literatura contemporânea, poesia, ensaio, didáticos, acadêmicos, caça-níqueis, engraçadinhos, negócios, biografias, cartas, memórias, receitas, livros com fotos, de arte, infantis, literatura clássica é enorme. Enfim, a coisa é infinita, assusta. O caminho subsequente à publicação encontra um paredão, pois não há espaços culturais para divulgação. Ana usa a revista CULT c...