O escritor alemão Walter Benjamin, um estudioso dos meandros da cidade, especialmente da Paris do século XIX, que a desvelou a partir da obra do poeta Charles Baudelaire, observou sobre que “aprender a orientar-se em uma cidade não exige muito. Mas aprender a perder-se, como alguém se perde em uma floresta, exige toda uma educação”. Benjamin lia as ruas e os becos, os pequenos detalhes que dão característica peculiar a cada lugar, as marcas deixadas pelo tempo, os traços da arquitetura, os vestígios humanos que o olhar cotidiano não vê por habituado que está com a paisagem. Ele disse também que “os nomes das ruas devem soar para aquele que se perde como o estalar dos gravetos ressecados, e as vielas do centro da cidade devem refletir as horas do dia tão nitidamente quanto um desfiladeiro e suas montanhas”. Isso talvez soe estranho a cidades recentes como as do norte do Paraná, como Maringá, em que a arquitetura, além de recente, é constantemente transformada pelas novas tecn...
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