COMÉDIA PACIFISTA DE BARRY LEVINSON É UM DOS TRABALHOS MAIS INSPIRADOS DO DIRETOR DESDE "MERA COINCIDÊNCIA" por Rodrigo Fonseca para Omelete É fácil entender o fracasso monumental de bilheteria de Rock em Cabul (Rock The Kasbah) por razões políticas: a opção de desafiar as tradições do Afeganistão a fim de construir uma narrativa hollywoodiana de redenção (e, ainda por cima, debochada) foi patrulhada e recebida como um desrespeito. Mas é difícil, usando critérios estéticos, justificar a rejeição popular sofrida por este que talvez seja o mais inspirado trabalho de direção do realizador Barry Levinson desde Mera Coincidência (1997), seu último sucesso. E, antes que se disseque seu vigor formal, salta aos olhos um Bill Murray em estado de graça, fazendo de tudo para justificar a confiança de diretor e produtores em dar a ele um papel de protagonista que vá além de piadas ou trapalhadas, à altura de seus bons trabalhos dos anos 1980 (como Recrutas da Pesada). Ele man...