“Você já foi selvagem. Não deixe que te domem” (Isadora Duncan) Foi numa agência onde trabalhei na década de 70. A Criação ficou sabendo que uma diretora de arte norte-americana viria passar seis meses no Brasil. Coisas de multinacional. Alguém disse que ela era uma gracinha. Foi o que bastou. Antes mesmo de pisar em terras brasileiras, a gringa já estava sendo rifada pela rapaziada. Só faltou uma bolsa de apostas. A turma dava como certa a conquista da moça por esse ou por aquele varão. Os homens estavam animados. Um belo dia, ela desembarcou em São Paulo. E, como todos puderam atestar, ela mereceu a campanha teaser. Era uma gata. Loira, olhos azuis, tamanho e peso ideais, dentes perfeitos, seios de capa de Playboy e com uma pele alva, repleta de sardas. Abafou. As apostas cresceram. A galera roncava. Quem seria o felizardo? O engraçado é que a garota não estava nem aí para os roncos da rapaziada. Profissional, tratou logo de se instalar em sua nova sala, de onde sup...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO