Para meu amigo Tom Figueiredo “Nada mais me impressiona. Eu já fui a todas as festas” Danuza Leão Tesão não se explica. Senão, complica. A frase, apesar da rima pobre, vale ouro. E serve para todos. Do rico ao pobre, passando pelo remediado. Sem tesão não dá. A vida fica brocha. Joe Andreolli se lembrava disso diariamente ao chegar na agência. Afinal, ali o bloco da fealdade tinha apenas uma representante: a porta-bandeira Marcinha. Fora essa indefectível exceção, as outras eram ótimas. Ou quase. Redator premiado em propaganda, respeitado crítico de cinema do Estadão, poeta, Joe estava na força dos trinta anos. Testosterona, músculos e neurônios a todo vapor. Além disso, gozava de uma vantagem extra: estava solteiro. Melhor, impossível. Bom de prosa e verso, Joe Andreolli não perdoava. Quando as moças davam fé, já tinha rolado cama. A estratégia deu certo com todas. Quer dizer, todas menos Maria Lúcia. Morena, esguia, bonita, intelig...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO