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AS BELAS FOTOS DE ARMANDO CATUNDA NA FESTA DO DIVINO 2016 EM PARATY

Criada em Portugal pela Rainha Isabel por volta do ano 1300, a Festa do Divino chegou ao Brasil trazida pelos colonizadores, e vem acontecendo em Paraty desde o século XVIII. Realizada no dia de Pentecostes, 50 dias após a Páscoa, a Festa do Divino homenageia o Espírito Santo, e envolve toda a comunidade num evento de grandes proporções, que começa a ser organizado um ano antes de sua realização. Primeiro é escolhido pela Paróquia um "festeiro", que fica encarregado de administrar dezenas de voluntários para várias atividades, religiosas ou profanas. São 10 dias inteiros de missas, ladainhas, leilões, rifas, bingos, bebidas, comidas e danças típicas, e shows musicais. Apesar de algumas pequenas mudanças que foram se incorporando à Festa do Divino com o passar dos séculos, ela se mantém imutável nos seus princípios básicos -- como na distribuição de carnes aos pobres, comida ao povo e balas e doces às crianças O último fim de semana é ...

PARATY DOS MEUS OLHOS (textos e fotos por Armando Catunda)

Doce Paraty! A cidade tem doceiros famosos que continuam a tradição de receitas dos avós, bisavós, que nasceram para deixar o paladar feliz. Pelas esquinas os carrinhos adoçam o caminho. “Em vez de tomar chá com torrada, ele bebeu paraty.” Já cantava Ari Barroso. Paraty já foi sinônimo de cachaça. Hoje, vir à cidade e não conhecer, degustar e levar algumas das excelentes cachaças da terra, é como ir à Roma e não dar um alô para o Chiquinho. Praia do Jabaquara na primeira luz da manhã. A beleza na paz ou a paz da beleza. Sei lá... Paraty dos artistas plásticos! A cidade imã para artesãos, artistas de rua, bons músicos, ceramistas. Jorge Pessoti é um deles. Figura rara, com o trabalho exposto em seu estúdio na estrada Paraty Cunha, km 11. Além das obras rola um banho de cachoeira em meio à Mata Atlântica. Paraty dos recantos! Cantinhos, à beira-rio, à beira-mar, em esquinas sob luminárias charmosíssimas, em banquinhos espalhados por lugares in...

ARMANDO CATUNDA, NOSSO HOMEM EM PARATY, ESTREIA EM LEVA UM CASAQUINHO

texto e fotos por Armando Catunda (foto acima: Máscaras no Estúdio de Jorge Pessoti) Eu aqui rastejando na internet de 1 mega, pela qual pago sessenta conchas lusófonas, nessa província de Paraty do Sagrado Império. Por falar nisso conheci, en passant, nosso príncipe João D’Orleans e Bragança, que realmente é simpático como um carioca dos bons tempos. O veranico se instalou definitivamente por essas bandas. Dá uma preguiça! A maré surpreende os turistas e enche seus carros com a água do mar e todos acham lindo e fotografam. Os caranguejinhos transitam pelas ruas da cidade e eventualmente são capturados por crianças e idiotas. A vida flui feliz! Na Casa da Cultura está rolando uma exposição de ceramistas da melhor qualidade, coisa muito fina! Existem estupros não solucionados na cidade, mas... a polícia faz seu trabalho na velocidade de minha conexão. Há um bairro chamado Ilhas das Cobras que eu em minha estrangeira ignorância pensei se tra...

COMO ME TORNEI LIVREIRO E A DESEDUCAÇÃO VOCACIONAL (por José Luiz Tahan)

Isto se passou em 1990 e eu estava com 18 anos, sem dinheiro no bolso e com vontade de fazer uma faculdade. O plano era simples: arranjar um emprego que ajudasse nos custos do curso de Arquitetura. Para isso reuni as minhas referências, que eram uma pasta cheia de bicos de pena e alguma cara-de-pau. O resto era chute. Visitei e preenchi fichas de emprego em lugares que me pareciam legais. Locadora de filmes, loja de departamentos (não é legal, mas era caminho), loja de foto (putz), agência de publicidade e até numa livraria chamada Iporanga. Em todos os lugares deixei um telefone de uma vizinha meio coroa, com alguma boa vontade, mas um tanto distraída, como já vou explicar. O telefone depois de uns dias tocou e a vizinha deu um recado um tanto truncado - disse que o Zé Preto, ou será Zé Alfredo, Zé Pedrinho? Bah! Um tal Zé-não-sei-o-quê ligou para você e disse para que o procurasse. Aí eu disse: mas daonde é este homem? Ela: deixa de ser braço-curto menino, eu, na sua i...

POEMINHA DE DOMINGO (por Armando Catunda)

MINÉRIO Meu amor não é animal, É mineral. Desaparece no tempo,  Lento e solitário. Minério, Mergulha no rio do sangue: Imerso, Imenso e alucinado. No lado escuro da lua. Pérola na noite da concha. Calado atravessa o tempo.  Calendários caem no lixo E ele segue inalterado. Como uma pedra rolando, Meteoro abandonado. Trem bala sem passageiro Ou metrô desabitado. Submarino, secreto. Adormecido naufrágio Que emerge como relâmpago. A consciência: uma praia. Algum som o trouxe à tona. Algum gesto, riso, cheiro... Algum sonho já sonhado. Armando Catunda é fotógrafo.  Vive e trabalha  em Paraty, RJ.  Santista de nascimento,  é movido a poesia desde sempre.  É um grande amigo de  LEVA UM CASAQUINHO.