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Showing posts with the label Cate Blanchett

NOSSO MOVIEGOER FÁBIO CAMPOS FOI ASSISTIR "DE CANÇÃO EM CANÇÃO", NOVO FILME DE TERRENCE MALICK, E GOSTOU DO QUE VIU

Terrence Malick tem uma trajetória muito particular. No início da carreira dirigiu dois filmes bastante elogiados -- o ultimo deles, "Cinzas no Paraíso", no longínquo 1978 --, aí interrompeu a carreira por 20 anos. Mesmo assim, quando retornou, dirigindo "Além da Linha Vermelha", foi muito celebrado e conseguiu angariar, em Hollywood, um batalhão de estrelas de primeira grandeza para o filme. Daí em diante vem mantendo uma razoável constância. Por essa trajetória dá para perceber que ele está longe de se encaixar nos padrões da indústria. Nem entrevistas ele dá. Mas essa reputação é o bastante para ele conseguir filmar à sua maneira. Seus filmes são extremamente autorais, sem nenhuma concessão comercial, mas, mesmo assim, ele sempre tem financiamento disponível uma fila de astros sempre prontos para trabalhar com ele. Confesso que Malick está muito distante dos meus cineastas favoritos -- digo mais ainda, acho praticamente todos os seus filmes chatíss...

CATE BLANCHETT COMPLETA 48 ANOS DE IDADE E NÓS AQUI COMEMORAMOS

por Chico Marques Que Meryl Streep que nada! M ais do que qualquer outra atriz de língua inglesa nos últimos 25 anos,  Cate Blanchett sim é que é capaz das personificações mais impressionantes e das performances mais densas e contundentes do cinema atual.   Nascida em Melbourne, Australia, em 1969, Cate encara qualquer parada. Já interpretou a Rainha  Elizabeth  I em duas ocasiões diferentes. Ganhou um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por sua personificação de Katherine Hepburn em  O Aviador  de Martin Scorsese. E, claro, já foi Bob Dylan numa encruzilhada no momento mais prolífico de sua carreira em  I'm Not There  de Todd Haynes. Sem contar que ganhou o Oscar de Melhor Atriz dando vida a uma aristocrata fake fascinante inspirada em Blanche Dubois em  Blue Jasmine  de Woody Allen.  E quase ganhou de novo este ano como a sóbria e atormentada  Carol , novamente sob a batuta de Todd Haynes. ...

2 OPINIÕES SOBRE "CONSPIRAÇÃO E PODER", COM CATE BLANCHETT E ROBERT REDFORD

DIGNIDADE ACIMA DE TUDO E ANTES DE MAIS NADA por Carlos Cirne para COLUNAS E NOTAS É impressionante como determinados eventos históricos se repetem ciclicamente, com apenas algumas pequenas alterações de elenco. Principalmente na mídia norte-americana, é comum presenciarmos as sagas de jornalistas – de jornais, revistas ou televisão – em busca da verdade sobre eventos relacionados ao mundo da política, com os mais variados resultados. O que há em comum, geralmente, é a maneira como as histórias são ficcionalizadas e apresentadas ao público, na forma de filmes ou séries de televisão. E é o que se vê neste “Conspiração e Poder”, atualmente em cartaz. Com a diferença de que não espere um final feliz desta vez. Nesta história, a produtora do investigativo programa “60 Minutes”, Mary Papes (Cate Blanchett, melhor do que nunca, fora do piloto automático de “Carol”), recebe documentos que parecem atestar a “fuga” do serviço militar no Vietnã do então presidente norte-americ...

DUAS ABORDAGENS DISTINTAS SOBRE "CAROL", FILME DE TODD HAYNES COM CATE BLANCHETT

TENSÃO ERÓTICA DÁ A TÔNICA A "CAROL" E AGRADA EM CHEIO AO PÚBLICO (por Roberto Bueno para OBSERVATÓRIO DO CINEMA) As mulheres sempre se sentiram presas em redomas nas quais ou são endeusadas pelos homens ou são tidas como propriedades deles. Quando duas mulheres resolvem não só se unir contra esta opressão masculina, mas também amar uma a outra, acabam por romper definitivamente com essa opressão e assumirem para si o destino de suas vidas sem serem guiadas por ninguém a não ser por elas mesmas. O longa Carol é um ótimo filme sobre esta situação. Inicio dos anos 1950, em Nova York. Carol Aird (Cate Blanchett), uma típica dona-de-casa de classe média alta dos Estados Unidos, precisa comprar um presente de Natal para a filha. Therese Belivet (Rooney Mara), uma jovem atendente da seção de brinquedos de uma grande loja de departamentos, está atrás do balcão. Seus olhares se cruzam. Carol está prestes a se divorciar de seu marido, Harge Aird (Kyle Chandler). Os dois tê...

A OBRA MÁXIMA DE PATRICIA HIGHSMITH, HOJE, ÀS 19 HORAS, NO CINECLUBE PAGU.

por Will Polvieri publicado originalmente em SALADA DE CINEMA A primeira impressão é a que fica. O ditado popular serve como lei para a apresentação dos personagens em um filme: é neste primeiro momento que a audiência vai estabelecer ou não um vínculo de confiança com o personagem. Para cumprir esta tarefa, muitas produções optam por apresentações extremamente descritivas, para que não restem dúvidas sobre quem é quem. Mais arriscado, no entanto, é fazer como “O Talentoso Ripley”: criar uma sequência que explica pouco, mas que deixa muitas pistas sobre o golpista mais engenhoso do cinema. A sequência de créditos é a responsável por apresentar Tom Ripley ao público. Após encontrá-lo arrependido de tudo que viveu, o espectador é transportado para uma cobertura de Nova York, onde o personagem toca piano em uma festa de milionários. Pelo brasão no paletó do jovem, o Sr. Greenleaf o identifica como amigo de faculdade de seu filho Dickie e o convida para uma conver...

CINDERELLA: MAIS UM BELO TRIUNFO DA DISNEY FILMS (por Carlos Cirne)

publicado originalmente em Colunas e Notas Como todo bom conto de fadas, “Cinderela” começa com o tradicional “Era uma vez...” e segue, apoiado na cartilha Disney, até o final catártico que lhe é devido.  Neste trajeto, não espere menos do que excelência.  “Cinderela” é um dos maiores acertos do estúdio, que não costuma errar muito. Espertamente precedido pelo curta “Frozen: Febre Congelante” (2015, 8’), da mesma equipe e com o mesmo elenco de vozes do mega-sucesso “Frozen: Uma Aventura Congelante”, de 2013, com direito a novos e pequenos seres de neve, personagens semelhantes ao boneco Olaf, que farão a alegria das crianças (também), “Cinderela” é um deslumbre visual, como há muito não se via.  Não que as coisas sejam apenas grandiosas; elas são grandiosas e absurdamente detalhadas, com a riqueza que o mago Dante Ferretti (“O Aviador”, 2004; “Sweeney Todd”, 2007 e “Hugo Cabret”, 2011) traz para a direção de arte, somente equiparada pelos figurinos de Sandy...