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QUINTA, 18hs, "FRANCES", COM JESSICA LANGE E SAM SHEPARD, NO CICLO CLÁSSICOS MODERNOS NO CINECLUBE PAGU, NO MISS

por Clenio P.A. para o blog Um Filme Por Dia O ano de 1982 foi particularmente satisfatório para Jessica Lange. Poucos anos depois de ter sido ridicularizada por sua estreia como a protagonista feminina de "King Kong", ela mostrou à crítica e aos detratores que, por trás de seu belo rosto e do vulcão de sensualidade que havia demonstrado em "O destino bate à sua porta" (81), havia uma atriz de intenso talento, pronta para surpreender e encantar. Em "Tootsie", de Sydney Pollack, ela deixou perceber seu lado solar, como a atriz de telenovelas que desperta a paixão de um travestido Dustin Hoffman e levou pra casa o Golden Globe e o Oscar de atriz coadjuvante. Mas foi seu desempenho como outra atriz, real e com uma vida repleta de lances dramáticos, que ela derrubou de vez toda e qualquer desconfiança: na pele de Frances Farmer - papel que era cobiçado por Diane Keaton e Goldie Hawn, ambas oscarizadas e já respeitadas - ela injetou em doses exatas...

QUINTA, 19hs, TEM "OS MARIDOS" NO CICLO JOHN CASSAVETES NO CINECLUBE PAGU (MUSEU DA IMAGEM E SOM DE SANTOS)

por Davi Furtado (publicado originalmente em Wand'rin' Star) Todos os filmes de Cassavetes foram épicos da alma humana (Martin Scorsese) Era também na Europa que as obras de John Cassavetes causavam mais impacto: Londres já ficara em delírio com o seu primeiro filme,  Shadows , cuja popularidade despoletou o sucesso nos EUA, e  Faces  seguiu-lhe o exemplo, sendo exibido no Festival de Cinema de Veneza, sem legendas. A imprensa achou, erroneamente, que o modo anti Hollywood como fora realizado, expressava sentimentos antiamericanos. O facto de John ser uma estrela de cinema e ator ajudou à publicidade. Durante os anos 60, Cassavetes protagonizou alguns filmes europeus para financiar os seus projetos, como  Machine Gun McCain , excelente filme de  gangsters  à italiana. John não fez estes trabalhos apenas pelo dinheiro; relativamente a  Doze Indomáveis Patifes , afirmou: “Trabalhar com pessoas como Lee Marvin, Charles Bronson, T...

QUINTA, 18hs, TEM "MENSAGEM PARA VOCÊ" NO CICLO REVENDO LUBITSCH NO CINECLUBE PAGU (MUSEU DA IMAGEM E SOM DE SANTOS)

por Nathália Pandeló para Cinema de Buteco Não deixe a sequência de abertura de "Mensagem para Você" te enganar. A introdução dos créditos, hoje defasada, pode dar a entender que o “romance moderno” está ultrapassado. Não é o caso. Basta a Nova York digital dar lugar à real para se perceber que o longa de Nora Ephron continua muito relevante -– mesmo quase 20 anos depois. Em 1998, os computadores já haviam modificado a forma como o americano médio se comunicava – e até ganhava força um movimento de resgate do analógico. É nesse contexto que Joe (Tom Hanks) e Kathleen (Meg Ryan) se conhecem: na internet. Na vida real, fora dos bits e bytes, eles são concorrentes nos negócios e praticamente inimigos. Mas ei, estamos no Upper West Side, pra onde a própria Nora Ephron se mudou a contragosto nos anos 80. Ela viu a vizinhança crescer e ser tomada pelas redes de lojas que reduziam a descontos a experiência de compra. É isso que Jo...