Corria o animado ano de 1984. Um jovem, no seu primeiro emprego, começando a vida, 25 anos apenas, via-se enrolado com a Polícia Federal por desvios no Banco do Estado da Bahia. Seu nome era Geddel Vieira Lima, filho de Afrísio Vieira Lima e Marluce Quadros Vieira. Foram precisos 33 anos para que, finalmente, o agora maduro e conhecido meliante batesse com as costas na cadeia, por determinação do Juiz da 10ª vara Federal de Brasília, Vallisney Oliveira. Na sua justificativa para a prisão preventiva, o juiz demonstrou que ao longo desses 33 anos talvez tenha sido o único que entendeu o comportamento marginal do filho de dona Marluce:...“reitera na atividade delituosa de lavagem de capitais e outros delitos de forma sorrateira”. Interessante a utilização dessa palavra -– “sorrateira” -- ou seja, aquele que age escondido, de maneira vil, age pelas caladas, matreiro, dissimulado, disfarçado. Um canalha, enfim. E o Juiz tem razão. Ao longo dos anos que vieram pós 1984, G...
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