“MEU REI” E OS INTRINCADOS RELACIONAMENTOS HUMANOS por Carlos Cirne para Colunas & Notas A ideia geral que parece rondar Meu Rei é posse. O que é meu pode ser usado como eu bem entender. Ou, pelo menos, essa é a impressão que passa a personagem do incrível Vincent Cassel, Georgio, com relação a praticamente todos que o rondam. A começar pela desafortunada Tony (Emmanuelle Bercot, de Polissia , 2011), que seduz (ou é seduzida?) Georgio, se apaixona, casa, tem um filho, e quase enlouquece com os desmandos do egocêntrico marido. Na realidade, egocentrismo não traduz exatamente Georgio. Em sua amoralidade não há nenhum impedimento a que ele, apesar de casado e com a esposa grávida, mantenha um caso permanente – e muito pouco discreto – com uma ex-namorada, Agnes (a top model francesa Chrystèle Saint Louis Augustin), que, aliás, é outra vítima de sua conduta errática. A direção da prolífica Maïwenn (também roteirista do filme) contrapõe dois processos concomitantes...
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