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2 OPINIÕES SOBRE "MEU REI", UM DOS FILMES FRANCESES MAS INSTIGANTES DESTE ANO

“MEU REI” E OS INTRINCADOS RELACIONAMENTOS HUMANOS por Carlos Cirne para Colunas & Notas A ideia geral que parece rondar Meu Rei é posse. O que é meu pode ser usado como eu bem entender. Ou, pelo menos, essa é a impressão que passa a personagem do incrível Vincent Cassel, Georgio, com relação a praticamente todos que o rondam. A começar pela desafortunada Tony (Emmanuelle Bercot, de Polissia , 2011), que seduz (ou é seduzida?) Georgio, se apaixona, casa, tem um filho, e quase enlouquece com os desmandos do egocêntrico marido. Na realidade, egocentrismo não traduz exatamente Georgio. Em sua amoralidade não há nenhum impedimento a que ele, apesar de casado e com a esposa grávida, mantenha um caso permanente – e muito pouco discreto – com uma ex-namorada, Agnes (a top model francesa Chrystèle Saint Louis Augustin), que, aliás, é outra vítima de sua conduta errática. A direção da prolífica Maïwenn (também roteirista do filme) contrapõe dois processos concomitantes...

DE CABEÇA ERGUIDA: DRAMA CONTUNDENTE, COM A MARAVILHOSA CATHERINE DENEUVE

por Sérgio Prior publicado originalmente em www.setimaarte.iron.com.br É inevitável que o espectador brasileiro compare o sistema para recuperação de jovens delinqüentes francês com a nossa FUNDAÇÃO CASA.   Desnecessário dizer que talvez sejam necessárias várias gerações para que possamos nos aproximar de um modelo que tenha chances reais de recuperar os nossos adolescentes infratores.  E mesmo com um sistema mais aperfeiçoado o trabalho é duríssimo, e por vezes, frustrante. O roteiro do filme que abriu o festival de Cannes deste ano retrata o cotidiano de uma juíza de direito da infância, Sra. Blaque (Catherine Deneuve) e de uma família disfuncional, composta por Malony (Rod Paradot), sua mãe e seu irmão.  Uma mãe que engravidou jovem demais, usuária de drogas, com vários parceiros sexuais, que não dá a atenção devida aos seus filhos, assim como não deve ter recebido dos seus pais.  Alguém já ouviu esse tipo de história?  C...

DE CABEÇA ERGUIDA: DRAMA CONTUNDENTE, COM A MARAVILHOSA CATHERINE DENEUVE

por Sérgio Prior publicado originalmente em www.setimaarte.iron.com.br É inevitável que o espectador brasileiro compare o sistema para recuperação de jovens delinqüentes francês com a nossa FUNDAÇÃO CASA.   Desnecessário dizer que talvez sejam necessárias várias gerações para que possamos nos aproximar de um modelo que tenha chances reais de recuperar os nossos adolescentes infratores.  E mesmo com um sistema mais aperfeiçoado o trabalho é duríssimo, e por vezes, frustrante. O roteiro do filme que abriu o festival de Cannes deste ano retrata o cotidiano de uma juíza de direito da infância, Sra. Blaque (Catherine Deneuve) e de uma família disfuncional, composta por Malony (Rod Paradot), sua mãe e seu irmão.  Uma mãe que engravidou jovem demais, usuária de drogas, com vários parceiros sexuais, que não dá a atenção devida aos seus filhos, assim como não deve ter recebido dos seus pais.  Alguém já ouviu esse tipo de história?  Co...

DE CABEÇA ERGUIDA: DRAMA CONTUNDENTE, COM A MARAVILHOSA CATHERINE DENEUVE

por Sérgio Prior publicado originalmente em  www.setimaarte.iron.com.br É inevitável que o espectador brasileiro compare o sistema para recuperação de jovens delinqüentes francês com a nossa FUNDAÇÃO CASA.   Desnecessário dizer que talvez sejam necessárias várias gerações para que possamos nos aproximar de um modelo que tenha chances reais de recuperar os nossos adolescentes infratores.  E mesmo com um sistema mais aperfeiçoado o trabalho é duríssimo, e por vezes, frustrante.  O roteiro do filme que abriu o festival de Cannes deste ano retrata o cotidiano de uma juíza de direito da infância, Sra. Blaque (Catherine Deneuve) e de uma família disfuncional, composta por Malony (Rod Paradot), sua mãe e seu irmão.  Uma mãe que engravidou jovem demais, usuária de drogas, com vários parceiros sexuais, que não dá a atenção devida aos seus filhos, assim como não deve ter recebido dos seus pais.  Alguém já ouviu esse tipo de história? ...