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REFLEXÕES SOBRE UM VOTO A MAIS (por Fernando Gabeira)

publicado originalmente em O GLOBO e no ESTADÃO (24 MARÇO 2019) A Lava Jato fez cinco anos com impressionantes números internos e grandes repercussões na política continental, algo que não se destaca muito aqui, no Brasil. Mas na semana do aniversário sofreu uma derrota: por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que crimes conexos ao caixa 2 vão para a Justiça Eleitoral. Os políticos acusados de corrupção terão um alívio. A Justiça Eleitoral não está aparelhada para investigar, dificilmente colherá provas. Alívio maior ainda é saber que, mesmo com excesso de provas, como no julgamento da chapa Dilma-Temer, ela decide absolver. Há um novo marco adiante: a votação da prisão em segunda instância. Se o grupo que resiste à Lava Jato vencer, trará alívio não só para investigados, como também para os presos. A Lava Jato vinha de uma semana difícil com a história da fundação que usaria R$ 2,5 bilhões para combater a corrupção. Era dinheiro da Petrobrás a ser ...

FERNANDO GABEIRA ENTREVISTA CAZUZA, QUE FARIA 58 ANOS, EM BOFETADA DO PASSADO.

trechos da entrevista publicada originalmente na revista GOODYEAR em Janeiro de 1989 “Em 1988 mudei minha maneira de encarar o trabalho. Antigamente, trabalho para mim era diversão. Eu queria me mostrar. Cantava para arranjar broto e para provar para o meu pai que eu era bom. Eu queria era comer todo mundo. E consegui”. “Agora vejo o trabalho de outra maneira. Comecei a me preocupar em cantar melhor. Como letrista, passei a falar de coisas mais abrangentes. Parei de falar um pouco do meu quintal e passei a falar da minha geração. Acho que é a idade também”. “Sou muito protegido. Isso até me prejudica. Sou meio despreparado. Sou o neto preferido de duas avós e filho único, mimado de pai e mãe. Mas meus valores são todos de classe média baixa. Eu era filho de um produtor de discos e de uma costureira. Estudava no Santo Inácio que só tinha gente rica. Eu tinha vergonha porque minha mãe costurava para as mães de meus colegas. Na época eu chorava, hoje tenho o maior...

JUSTIÇA PUNE O MINOCARTISMO 35 ANOS APÓS SEU SURGIMENTO NO VERÃO DA ABERTURA

Só tem uma coisa mais legal do que ver um desses "blogueiros progressistas" bancados a peso de ouro pelo Governo Federal sendo obrigado pela Justiça a indenizar alguém que tenha sido vítima de inverdades publicadas em seus "órgãos de imprensa". É  ver o genovês Mino Carta, certamente o patrulhador ideológico mais detestável da Imprensa Brasileira em todos os tempos, sendo condenado por uma prática comum em seu dia a dia há mais de 35 anos: a calúnia e a difamação. Os mais jovens não vão lembrar, mas Mino Carta foi o responsável por uma perseguição esdrúxula aos recém-anistiados que voltavam ao Brasil depois de muitos anos de exílio na virada dos Anos 70 para os 80. Na época, Mino Carta dirigia a revista ISTOÉ, e usou dois jornalistas do quadro da revista -- o comilão Sílvio Lancelotti e a recém-formado Wagner Carelli -- para atacar sistematicamente as atitudes cotidianas dos anistiados, cobrando deles a retomada de suas atitudes políticas nos Anos 60 e 70...