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Showing posts with the label Manuel Bandeira

A CÓPULA (um poema de Manuel Bandeira)

A CÓPULA Depois de lhe beijar meticulosamente o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce, o moço exibe à moça a bagagem que trouxe: culhões e membro, um membro enorme e turgescente. Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti, Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se. Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente Que vai morrer: - "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!" Grita para o rapaz que aceso como um diabo, arde em cio e tesão na amorosa gangorra E titilando-a nos mamilos e no rabo (que depois irá ter sua ração de porra), lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo. (Manuel Bandeira) Manuel Bandeira nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, no dia 19 de abril de 1886, e foi, além de poeta, professor de Literatura, crítico literário e crítico de arte. Os temas mais comuns de sua obra são: a paixão pela vida, a morte, o amor e o erotismo, a solidão, o cotidiano e a i...

POEMINHA DE DOMINGO (por Bruno Tolentino)

O espírito da letra Ao pé da letra agora, em minha vida  há a morte e uma mulher... E a letra dela,  a primeira, me busca e me martela  ouvido adentro a mesma despedida  outra vez e outra vez, sempre espremida  entre as vogais do amor... Mas como vê-la  sem exumar uma vez mais a estrela  que há anos-luz se esbate sem saída,  sem prazo de morrer na luz que treme?!  O mostro que eu matei deixou-me a marca  suas pernas abertas ante a Parca  aparecem-me em tudo: é a letra M  a da Medusa que eu amei, a barca  sem amarras, sem remos e sem leme... Bruno Tolentino nasceu no Rio de Janeiro em 12 de Novembro de 1940. Conviveu desde crianças com intelectuais e escritores como Cecília Meirelles, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto  Deixou o Brasil em 1964  para viver  na Inglaterra  por 30 anos  co mo professor  em Oxford, ...