Foi em 2004, num dos encontros promovidos pela minha livraria – a Realejo Livros – que conheci Moacyr Scliar. Sempre que recebo um escritor, passo o dia com ele. Pautamos entrevistas, almoçamos juntos, batemos perna pela cidade e, se tudo correr bem, quebramos o gelo como se diz. A maratona na grande maioria das vezes é muito divertida, ouço muito e me arrisco também a emitir opiniões. A idéia é sair de cima do muro, estarmos inteiros na conversa. Tudo caminha para o grande momento dos dias de evento, que é o papo com os leitores. A conversa com o público foi boa, Scliar contou causos da infância, histórias da mãe judia, como esquecer uma destas passagens? Ele falava de como seu irmão caçula era misterioso, como a sua rebeldia infantil o impressionava, e como a mãe não o dominava. A mãe tentava oferecer o alimento ao menino, a colher voava num rasante em direção à boca fechada, assim, firme. O menino nunca comia, a mãe o espreitav...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO