"E quando soar o sino, não estiveres por perto o templo ainda reverbera em ti o sentido daquele instante não mais consolação / ainda assim o silêncio compartido ecoa dum maio que também partia depois da magia duma noite sem retorno não tens mais aquele maio / nem mais aquela precisa noite volta-te ao mar da tua origem: a ele pede reflexos que retenham a lembrança: que as vagas contenham nas ondas o pó do teu destino quando o inverno diz mais uma vez solidão responde terno: tiveste num maio passado pausa ao tormento: foste o homem com seu amado das ruas em silêncio / do vinho ainda em teu hálito; cálamo num casto leito paixão tão em teu repouso a vida não é entendível compreender no vácuo do absurdo no gesto donde escreve foste apartado do meu tempo / mas desde o copo a boca nenhum amargor ou ranço / poeto, esvoa-ço é a manhã que me sopra e preenche a fala dos homens que crêem nas páginas em branco / vai por quem quiseres e aceita ...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO