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Showing posts with the label Rolling Stones

STICKY FINGERS, DOS ROLLING STONES (o disco de cabeceira de LUIZ THOMAS)

 No verão de 73, saí para comprar um disco no supermercado, que hoje é o Carrefour, dos Rolling Stones -- porque um amigo meu disse que era ótimo disco. Eu conhecia pouquíssimo dos Rolling Stones.  O disco nada mais era do que "Exíle on Main Street", que é tido por muitos como um dos melhores da história do rock and roll.  Comprei e fiquei entusiasmado com o disco, que era duplo. Ouvia numa vitrolinha brega super portátil.  Enfim, eu gostei muito.  E comecei a comprar tudo que os Stones haviam produzido ao longo dos 10 anos que antecederam "Exile" para trás. E, não satisfeito, passei a buscar também os autores dos originais de rock e blues que eles gravavam. A coisa foi ficando muito séria... Mas dois anos antes de "Exile", os Stones haviam produzido um disco tão poderoso quanto: "Sticky Fingers". Na época, o disco saiu aqui pela Phonogram, que representava o selo Atlantic. Mas a representação acabou, a Atlantic passou a ser representada ...

NOSSO CORRESPONDENTE NA "DESERT TRIP" COMENTA OS SHOWS DE DYLAN E DOS STONES

Meu primeiro show de Bob Dylan foi o Hollywood Rock de 1990 onde ele, coincidentemente, abriu para os Rolling Stones. Era um suposto fã de Dylan que não tinha idade suficiente para ter ouvido seus principais discos quando foram lançados e só conhecia suas musicas mais famosas. O publico era dividido entre gente como eu, gente que escutou os discos no lançamento e alguns fãs de verdade. Lembro pouquíssimo do show, o que ficou muito forte foi a desilusão de ir a um show de um musico famoso e não reconhecer nenhuma musica. Como até hoje é costume, Dylan alterou os arranjos de todas as musicas, tornando até as mais conhecidas irreconhecíveis ao publico. Jurei que nunca mais assistiria a um show dele. Dezoito anos depois Dylan viria tocar no Via Funchal, em São Paulo. Seria um show sentado, para poucas pessoas, com ingressos caríssimos. Não cogitei ir, mas um amigo mais jovem, que sentia mais ou menos a mesma coisa que eu me 1990 insistiu muito e resolvi fazer companhia a ele...

CAFÉ E BOM DIA #25 (por Carlos Eduardo Brizolinha)

Pra quem não sabe ou não se lembra, ele foi um dos grandes nomes do movimento modernista brasileiro. São dele o retrato do poeta cubano Nicolas Guillén e o projeto desta vila paulistana: Agitador, irreverente, trabalhava só de short na empresa de construção civil de Ramos de Azevedo, em plenos anos 20, o que provocou um abaixo-assinado dos proprietários e usuários de outras salas do edifício, exigindo que a firma o botasse pra fora. A reação foi terrível: - Só me tiram daqui a bala. Mas vai ser difícil, pois vou instalar uma metralhadora no ateliê. Blefava? Anúncio no dia seguinte, no Diário Popular: "COMPRA-SE UMA METRALHADORA. TRATAR COM FLÁVIO DE CARVALHO NO INSTITUTO DE ENGENHARIA". Com formação européia, era revoltado com o formalismo brasileiro, o que incluía roupas masculinas insuportavelmente quentes no clima tropical. Advogou, por isso, o bom-senso das saias e blusas femininas, e saiu à rua: Mas a irritação popular chegou também à elite, quando – em 47 – ant...