Em meados dos Anos 1970, Paulo Francis colaborava mensalmente para a revista STATUS, da saudosa Editora Três, dos Irmãos Carta. Quem editava a revista -- e convidou Francis para escrever lá -- foi o jornalista e enfant-terrible de plantão Daniel Más. Todo mês, Francis entrevistava para STATUS alguma celebridade de vulto -- entrevistas excelentes, diga-se de passagem, com gente tão diversa quanto Dustin Hoffman e John Kenneth Galbraith. Como na época, as longas colunas de Francis publicadas na Folha de S. Paulo e em O Globo às Quintas e Domingos davam muito o que falar, por conta de suas opiniões francas e desenfreadas, Daniel teve a ideia de fazer com ele uma entrevista mais reveladora. Avesso a entrevistas, Francis topou, por se tratar de um pedido de um amigo. Status – Por que esse longo exílio nos EUA? Paulo – Eu não sou um exilado. Recebi até uma proposta de um exilado brasileiro, um autêntico exilado, de colaborar numa coletânea de memórias de...
UMA REVISTA ACONCHEGANTE QUE VALE POR UM COBERTORZINHO