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O FILME DA SEMANA É "TULLY", NOVA OUSADIA DA DUPLA JASON REITMAN E DIABLO CODY

POR RODRIGO OLIVEIRA PARA OBSERVATÓRIO DO CINEMA Desde que o caminho de Jason Reitman cruzou com a sagacidade e com o espírito sardônico de Diablo Cody, seu cinema nunca mais foi o mesmo. Dono de um histórico profissional, até então, humilde, composto por alguns curta-metragens e o notável Obrigado por Fumar (2005), o realizador pôde desfrutar de uma ascensão meteórica a partir do longa Juno (2007), filme indicado ao Oscar e responsável por marcar o início da parceria entre os dois. De lá pra cá, as obras de maior relevância narrativa da carreira do diretor tem o dedo de Cody no roteiro. Ainda que a produção Jovens Adultos (2011) tenha passado despercebida, a essência inventiva e irônica da escritora está toda ali, obtendo êxito na construção de um cinema de assinatura ao lado de Reitman. Felizmente, Tully é mais um bem-sucedido encontro da dupla, que aqui desperta de um recesso que deixou saudades. Num universo por onde pessoas comuns transitam de mãos dadas com seus ...

JASON REITMAN E CHARLIZE THERON FALAM SOBRE ‘TULLY’ EM ENTREVISTAS

ENTREVISTA COM JASON REITMAN por Mike Ryan para UPROXX Então esta é uma história verídica. Quando fui ver “Tully” eu estava ouvindo Cyndi Lauper cantar "Money Changes Everything", que é um corte mais profundo no mesmo tema. Essa música está de alguma forma neste filme. Nós tivemos que contar a história de como o Marlo vai de Rye, Nova York, para Manhattan. É uma viagem de uma hora, e eu queria mostrar o tempo que ela levou para chegar a Nova York e o quão longe ela mora. Então veio a ideia de deixar rolar um CD para mostrar que a viagem levaria o equivalente à duração de um CD. Então, veio também a ideia de contar a viagem através de 10 faixas de um álbum, e nós contatamos Cyndi Lauper para explicar a ideia. Ela assistiu o filme e eu fui a este almoço de quatro horas com Cind – onde falamos apenas sobre música, filmes e crianças – e ela topou se envolver no projeto e autorizar o uso do disco. Foi demais. Este é um daqueles filmes repletos de surpresas m...

AS LUAS QUE SE PASSARAM (uma ficção por Ademir Demarchi)

A Lua Crescente passou e a Lua Cheia se acabou ontem à noite. Sobre muitos dos que habitam a Terra elas terão deixado seus rastros indeléveis, que não se pode apagar. Perdidos a esmo por aí, alguns ainda devem caminhar trôpegos e bêbados, sem sequer imaginar que trem os atropelou. E se há dúvida sobre isso, há para ver o episódio “O mal da Lua”, que está no filme Kaos, dos Irmãos Taviani, que acabaram de ganhar em Berlim um Urso de Ouro pelo já esperado filme César deve morrer. Eles adaptaram contos de Luigi Pirandello em Kaos, em cujo livro diz: “Ao virar-se para correr até a casa, Sidora percebeu, aterrorizada, a Lua Cheia, abrasada, violácea, enorme, recém-saída das lívidas alturas da Crocca”. Pois essa Lua temível que se vê fulgurante no filme é ainda mais poderosa quando está em seus tons avermelhados e com cornos e os espalha sobre os humanos, graças aos desnorteios físicos e psicológicos que provoca. Sob seus efeitos, quem recebe seus eflúvios perde as estribeira...

O SILÊNCIO DA GASOLINA (por Marcelo Rayel Correggiari)

Pessoas numa praça domingo à tarde. A amedrontadora manifestação de ‘gate keepers’ em redes sociais. Um hino nacional envolto nas cores amarela e verde. O sistema da técnica que engole reputações: sob o nobre motivo de um país mais justo e menos corrupto, o discurso se refez pelos desejos obscuros de força e potência para as soluções de um caos antevisto e avisado. A democracia se resumiu a bater panelas, cantar hinos em praças e apertar teclas de urnas eletrônicas. Na perfeita impotência diante de gigantes bem maiores, a raiva nas formas de uma arregimentação política com base no “contra o humano” ganha seus primeiros contornos. A anomia no século XXI apresenta seu primeiro desafio: tornou-se uma bomba-relógio cujo desarme perpassa pela completa incompetência em descontinuar o inumano. Diante desse fracasso, esse fracasso pessoal e social, rangem-se os dentes e rosnam-se vídeos em mensageiros instantâneos. Desamor e desunião: as boas pessoas, pela técnica, matam. Cada...

TEATRO OFICINA:SÍMBOLO TRANZMODERNO (por Flávio Viegas Amoreira)

Da passagem da matéria-forma ‘a matéria-força:   um signo carregado de significados tendo ´´O Rei da Vela´´ como estandarte , o Teatro Oficina é metalinguagem para sua própria luta de ´desencanamento´ visceral   da civilização paulistana, no mínimo paulistana.   Deleuzianamente o Oficina não pensa ´isso ou aquilo´, - vibrátil pensa ´com´   todos instrumentos do devir, do instante que passa a partir e adentrando o magma mesmo das coisas apresentadas.    Máquina radicalmente desejante,   teatro- esponja, onívoro carregando por toda epiderme da urbe-entorno as inquietudes convergentes de tradição-vanguarda.   A epopéia pelo Bexiga é ela mesmo metalinguagem, intertextualidade do carma subversivo de sua tessitura aos solavancos da História de desconstrução dos macro-micro fascismos.   O fetiche tosco do progresso sempre com suas artimanhas para novo ´apartheid social´   :   a falácia da eficiência, do pragmatismo,   a ver...